O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou ontem ao país, anunciando e justificando o prolongamento do estado de emergência e do confinamento até ao final do mês de março.
Para o presidente da República, a situação da pandemia só começará a estabilizar quando o número de infetados descer para menos de 2000 e os internamentos e os cuidados intensivos descerem para um quarto dos valores que têm agora. O que seria desejável que acontecesse até à Páscoa, acrescentou.
“Temos de sair da primavera sem mais um verão e outono ameaçados, em vida, saúde, economia e sociedade” adiantou o presidente da República que, na sua intervenção, defendeu a necessidade de serem realizados mais testes e de melhorar o processo de vacinação. Dois elementos que Marcelo Rebelo de Sousa considera serem as “peças-chave” para um confinamento bem sucedido.
A lembrar a “folga” do Natal e as suas consequências, o presidente defendeu que se não se deve dar sinais errados para a Páscoa e que tudo tem de ser feito para evitar uma nova vaga da pandemia.
As declarações do presidente da República forma feitas no mesmo dia em que submeteu à Assembleia da República o décimo primeiro diploma do estado de emergência. Este foi aprovado e irá de 15 de fevereiro a 1 de março.
Votaram a favor PS, PSD, CDS-PP, PAN e a deputada não inscrita Cristina Rodrigues. Votaram contra o PCP, PEV, Chega e Iniciativa Liberal. O Bloco de Esquerda voltou a abster-se.
António Costa considera a situação extremamente grave
Também o primeiro-ministro, António Costa, disse ontem ao país, que é necessário manter o nível de confinamento existente e que, apesar de nos últimos dias se ter registado uma “trajetória descendente”, a situação ainda é considerada “extremamente grave”. O que é agravado, acrescentou, por dois fatores que estão a dificultar o combate à pandemia, nomeadamente a falta de vacinas e o aparecimento das novas variantes já identificadas em Portugal.
Mais uma vez, o primeiro-ministro repetiu que é necessário que os portugueses continuem a aceitar e a cumprir as medidas que têm sido adotadas, com a consciência de estarmos ” a lutar pela sobrevivência coletiva de todos nós e que essa sobrevivência depende do que cada um de nós faça por si e pelos outros”.







