Na Ribeira de Alcantarilha, junto à praia de Armação de Pêra, regista-se, uma vez mais, um episódio de mortandade de peixes.
A situação, diz o Município de Silves, deve-se a um “nível de oxigénio na água muito abaixo dos valores normais”, o que foi confirmado pelas medições realizadas no local.
Em comunicado divulgado hoje, dia 19 de agosto, a autarquia de Silves diz que está preparada para “avançar com uma operação de renovação da água da ribeira, logo que seja autorizada pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente).
Entretanto, a Câmara de Silves iniciou já a recolha dos peixes mortos, “minimizando os efeitos da situação e os incómodos que a sua decomposição poderia provocar na ribeira e na zona envolvente.” Por outro lado, disponibilizou à APA os meios humanos e mecânicos necessários para abrir temporariamente uma passagem entre a ribeira e o mar.

“Esta intervenção – acrescenta o Município – permitirá a entrada de água e a sua renovação, contribuindo para melhorar as condições existentes no curso de água. A operação apenas pode ser realizada durante a maré cheia e depende de autorização da APA, entidade responsável pela Ribeira de Alcantarilha.”
A avaliação realizada no local pelos técnicos da APA e do Município aponta para a falta de oxigénio na água como causa da mortalidade dos peixes. O baixo caudal da Ribeira de Alcantarilha, associado às temperaturas elevadas e à reduzida renovação da água, criou condições para uma forte diminuição do oxigénio disponível. As medições efetuadas registaram valores próximos dos 10%, quando os níveis normais rondam os 90%. Com tão pouco oxigénio disponível, a água deixa de reunir condições para a sobrevivência dos peixes, podendo também ocorrer a morte e decomposição de algas e outra matéria orgânica.
Município preparado para intervir
Na sua comunicação, a Câmara de Silves adianta ainda que a “APA aguarda os resultados das análises microbiológicas realizadas à água antes de autorizar a abertura da ribeira. Os resultados deverão ser conhecidos amanhã, 20 de agosto.”
O Município de Silves “tem os meios necessários de prevenção e está preparado para avançar com a intervenção assim que exista autorização para o fazer e se verifiquem as condições de maré necessárias.
Até lá, continuará a acompanhar a evolução da situação em articulação com a APA e a proceder à recolha dos peixes mortos, procurando minimizar os impactos ambientais e os incómodos para a população e para quem frequenta a zona de Armação de Pêra.”










