O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2025 foi recentemente divulgado pelas autoridades policiais, as quais destacam uma evidência: Portugal continua a ser um dos países mais seguros do mundo.
No entanto, em 2025 registaram-se 365.082 participações criminais, correspondendo a um aumento de 3,1 % face a 2024, o que representa mais 10.924 participações, em relação ao ano anterior.
O crime de furto, nas suas diferentes formas, continua a ser o que maior número de participações regista, seguido de burla e de crimes rodoviários.
A violência doméstica contra cônjuge ou análogo (-2,2%) e a ofensa à integridade física voluntária simples (+0,1%) mantêm-se como as tipologias criminais com maior número de participações registadas.
A condução de veículo com taxa de álcool igual ou superior a 1,2g/L continua a ser o terceiro crime mais participado e registou um aumento significativo de 23%.
No que respeita à criminalidade violenta e grave, verificou-se um total de 14.149 participações, o que corresponde a uma variação de 11,6%. Os crimes violentos e graves que mais se evidenciaram foram o roubo na via pública e a resistência e coação sobre funcionário e a extorsão sexual. Diminuíram os roubos a bancos, a postos de combustível, em transportes públicos e residências, tendo aumentado os assaltos a ourivesarias.
Salienta-se o aumento do crime de violação (+6,4%), que mantém a tendência de crescimento e apresenta o valor mais alto da década, e o homicídio voluntário consumado (+10,1%). No contexto dos crimes contra a liberdade e a autodeterminação sexual, aqueles que registaram maior número de inquéritos e de detenções no ano de 2025, foram os crimes de abuso sexual de crianças, de violação e de pornografia de menores.
A criminalidade grupal assinala uma descida de 1,2%, bem como a delinquência juvenil.
No que respeita à segurança escolar registaram-se 8.133 ocorrências, (+14,1), das quais 5.694 são de natureza criminal.
Quanto aos crimes relativos à imigração ilegal, verificou-se um aumento de 862 ocorrências. Continua a assistir-se a uma prevalência de vítimas de tráfico de pessoas para exploração laboral, sobretudo na agricultura, mas também na construção civil, agropecuária, indústria têxtil, restauração, atividades desportivas e trabalho doméstico.
No que respeita aos crimes de tráfico de estupefacientes e conexos, houve um aumento de 10,1% de crimes registados, bem como uma subida do número de apreensões e no número de detenções.
Na criminalidade informática houve uma subida de 13,4%, verificando-se um crescimento nos ciberataques, com crescente utilização da inteligência artificial. Houve também uma subida da criminalidade económico-financeira (+22%), principalmente do crime de branqueamento de capitais.
No que se refere ao distrito de Faro, no ano de 2025, foram registadas 26.459 participações, o que representa uma diminuição de -0,8% (menos 207), em relação ao ano anterior. Também diminuiu a criminalidade violenta e grave (-85 participações); e a violência doméstica (-97 participações), mas destaca-se no número de furtos a residências e viaturas, estabelecimentos comerciais. Bem como em crimes contra a identidade cultural e integridade pessoal, os chamados “crimes de ódio” contra pessoas de outras etnias e raças.
No distrito de Faro, os crimes mais participados são: ofensa à integridade física simples (1.916); condução com taxa de álcool superior à permitida (1.641), violência doméstica (1.405); ameaça ou coação (1.150). O menos participado é furto por carteirista.
No que se refere aos concelhos da região, Loulé lidera a tabela, com 4.607 participações, e Alcoutim fecha, com 110.
O concelho de Silves surge no 6º lugar, com 1.678 participações, o que representa uma diminuição em relação a 2024, quando se registaram 1.753. A tendência de descida, embora ligeira, vem-se mantendo nos últimos anos, uma vez que em 2023 houve 1.850 participações.











