A Unidade de Saúde Familiar (USF) de Silves, com gestão privada, poderá avançar no segundo semestre do ano.
No início do ano, o Ministério da Saúde tinha aberto concursos para a instalação de unidades de saúde familiar em Silves e Lagos, os concelhos do Algarve considerados prioritários por terem o maior número de residentes sem médico de família. Hoje, a ministra da Saúde declarou que na Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve foram apresentadas quatro candidaturas, sendo que três destas foram selecionadas.
A ministra, que falava na audição da Comissão Parlamentar de Saúde, adiantou que a avaliação das candidaturas ficará concluída ainda esta semana e, caso não surjam “constrangimentos”, as USF modelo C de Silves e Lagos poderão iniciar a sua atividade no segundo semestre do ano.
Recorde-se que no Algarve está prevista a abertura de USF de gestão privada em Silves, Lagos, Albufeira, Loulé e Portimão.
O objetivo anunciado é o de reduzir o número de utentes sem acesso ao médico de família. Estas novas unidades de saúde representam, para o Estado, um encargo de cerca de 70 milhões de euros. As condições de funcionamento e as regras de acesso ainda não foram cabalmente divulgadas.
Às equipas que irão integrar estas USF estavam a ser oferecidas remunerações bastante superiores às do sector público, o que levanta também o receio de que estas unidades de saúde possam vir a “roubar” profissionais ao SNS, em sectores onde já existe escassez.
Por outro lado, estima-se que em Portugal exista mais de um milhão e meio de pessoas sem médico de família.








