Nos últimos meses, têm-se somado as queixas de moradores devido à ausência de iluminação pública nas suas ruas, em várias localidades do concelho, da cidade de Silves, ao Enxerim, de Messines a Armação de Pêra.
Casos há em que não existe uma única lâmpada acesa, em toda a via pública, provocando naturalmente transtorno e preocupação a quem ali vive e circula.
Esta situação não é exclusiva do concelho de Silves, está a acontecer um pouco por toda a região e até mesmo a nível nacional, como se tem percebido através de reportagens que vários órgãos de comunicação têm difundido.
Recentemente, na sessão de 29 de dezembro, o assunto chegou à Assembleia Municipal de Silves, na qual se inquiriu a Câmara Municipal de Silves para averiguar qual a atitude a tomar perante esta situação, uma vez que as reclamações feitas pelos cidadãos não têm produzido qualquer efeito. Na ocasião, a presidente da Câmara Municipal, Luísa Conduto, confirmou que a autarquia estava a par do problema e que, a seu pedido, já tinha sido realizada uma reunião com dirigentes da E-Redes, a entidade responsável pela iluminação pública. Na reunião, a autarquia foi informada que a E-Redes “reconhece graves problemas não só no concelho de Silves, onde há ruas com toda a iluminação completamente apagada” e afirma que estas situações se devem à atual incapacidade da rede pública de responder às necessidades, estando a empresa a proceder a trabalhos, de forma progressiva, para corrigir os problemas.
Uma ação que, refira-se, está a decorrer a nível nacional, como tem sido público, através das comunicações da E-Redes.
No concelho de Silves, está previsto que se iniciem os trabalhos de substituição de cablagem e de iluminárias em Armação de Pêra, a partir do dia 15 de janeiro, segundo informação prestada pela E-Redes à Câmara de Silves.
A prestação deficiente da E-Redes não se cinge a esta questão. Ao que o Terra Ruiva apurou, junto de fonte da autarquia de Silves, outro dos problemas diz respeito aos “largos meses” que a E-Redes leva a apreciar os projetos apresentados pela Câmara, “dos mais simples aos mais complexos”. Como exemplo, citou um projeto, para uma zona que a Câmara pretende alcatroar e colocar dois ou três pontos de luz, uma obra bastante simples e que aguarda “desde abril do ano passado” pela apreciação da empresa. Ou o caso do acesso poente à Vila de Messines, onde existem dois postes de iluminação que têm de ser substituídos. Os novos foram adquiridos pela Câmara e aguardam há mais de dois anos que a E-Redes proceda à sua substituição. “Para uma empresa privada que apresenta lucros acima dos mil milhões de euros, funciona muito mal, não servindo as populações”, acrescenta a mesma fonte.
Ainda assim, recomenda-se a todos os moradores afetados que continuem a apresentar as suas reclamações à E-Redes, como forma de informar e pressionar para a resolução destas situações.








