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Terra Ruiva > Sociedade > Entrevista > Entrevista a Luís Ramos “É fundamental que poetas regionais sejam introduzidos nas escolas”
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Entrevista a Luís Ramos “É fundamental que poetas regionais sejam introduzidos nas escolas”

Inês Jóia
Última Atualização: 2025/Jun/Ter
Inês Jóia
6 meses atrás
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Luís Carlos Ramos
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“É fundamental que poetas regionais sejam introduzidos nas escolas, provando que a sua qualidade literária é igual à de autores mais conhecidos”

 

Natural de Tunes, Luís Ramos tem 26 anos e mais de 16 dedicados à poesia e escrita. Descobriu o gosto pela poesia aos 9 anos e atualmente encontra-se a desenvolver um projeto,  “O Cravo de Tunes”, concebido para divulgar o trabalho de poetas e escritores nacionais e regionais.

A residir no Porto, onde estudou Filosofia, o poeta reforça as suas raízes algarvias nos seus diversos projetos.

Luís Carlos Ramos

 

A escrita na infância e adolescência

Luís Ramos recordou o início do seu percurso criativo, com apenas 9 anos quando escreveu um dos seus primeiros poemas, sobre o mar, as ondas e as aves. Aos 10 anos, criou uma narrativa que designou de “Super Coelhinho”, e, até aos 13, escreveu poemas que foram compilados em dois livros artesanais, que a mãe organizou e imprimiu.

Em 2014, enquanto aluno na Escola Secundária de Silves, ficou em 2º lugar na final distrital do Concurso Nacional de Leitura. Na época já se encontrava a ler alguns clássicos, e esta experiência influenciou o seu desejo de continuar a ler e escrever.

Neste mesmo ano enviou e-mails a vários jornais regionais, no sentido de divulgar a sua poesia e revela que, para sua surpresa, o Terra Ruiva respondeu positivamente a este pedido, possibilitando a sua colaboração ao longo de dois anos com o jornal. No primeiro ano escreveu poemas comemorativos relacionados a datas específicas, enquanto no segundo ano explorou os cinco sentidos, tanto físicos quanto mentais.

 

A escrita e a filosofia

Duas grandes paixões e formas de expressão que depois se desdobram em três vias: a poesia, a prosa e a filosofia, é assim que o artista explica a sua relação com as áreas nas quais atua.

As suas inspirações atuais para escrever poesia situam-se ao nível filosófico e reflexivo, algo que considera interessante porque “estas três vertentes, a poesia, a prosa narrativa e a filosofia se alimentam entre si”.

Atualmente focado nas questões da meta-poesia e meta-prosa menciona que são estes os temas que se têm vindo a refletir na sua escrita, onde coloca questões sobre: o que é a poesia; qual a sua finalidade; o que é a prosa; qual o seu propósito; que entidade metafísica é essa.

 

Desafios na escrita

Na sua poesia, diz que o principal desafio reside em equilibrar as várias dimensões do texto: o conteúdo e as ideias transmitidas, o ritmo sonoro, e a beleza da composição. Assim, escrever torna-se um ato complexo, onde o autor busca transmitir suas reflexões sobre o mundo e o cosmos, garantindo que a beleza não se sobrepõe à mensagem que se pretende comunicar.

No final, a dificuldade reside em integrar todas essas dimensões para criar uma obra que ressoe com o leitor, unindo ritmo, significado e profundidade.

 

O Cravo de Tunes

A ideia do projeto surgiu da lenda da aldeia de Tunes, que está erroneamente associada a uma flor, o cravo de Tunes. A lenda, que se refere, na verdade, à aldeia de Tunes e não à atual Tunes-Gare, despertou no autor o desejo de eternizar e simbolizar lugares que são importantes para si.

O nome do projeto, “O Cravo de Tunes”, é uma homenagem à flor e à sua história. Luís Ramos explica que procura uma forma de divulgar a sua poesia que não fosse o tradicional livro que lhe parece uma experiência limitada.

As redes sociais têm-lhe permitido uma publicação quase como um “livro infinito”. Viu nestas plataformas uma forma de compartilhar a sua poesia de maneira mais dinâmica e aberta, contribuindo assim para uma conexão mais ampla com o público e para a valorização das suas raízes culturais e pessoais.

No início do ano começou a desenvolver “O Cravo de Tunes”, contando com a colaboração de Beatriz Castro, responsável pelo design e simbolismo, incluindo o cravo e as cores da bandeira de inauguração de Tunes para representar o projeto, que tem vindo a ser promovido nas redes sociais, como Facebook, Instagram e TikTok e apresenta várias rubricas.

A primeira inclui publicações de textos breves, às terças e quintas-feiras, alternando entre prosa e poesia. Há também uma secção dividida mensalmente entre poesia, prosa e filosofia. Além disso, o projeto inclui um podcast disponível no Spotify, no qual são convidados autores do Algarve e  nacionais para discutir seus percursos artísticos.

O podcast é dividido em ciclos temáticos, com o primeiro, entre janeiro e abril, focado nos poetas, com dois poetas e duas poetisas nacionais e do Algarve, de forma a garantir a paridade de género e a divulgação regional. A partir de maio, começa a fase de romancistas e prosadores, continuando com a meta de equilíbrio nas escolhas de convidados. Em setembro, inicia-se a fase dos filósofos.

O podcast também designado de “O Cravo de Tunes” divide-se em cinco partes, alusivas aos cinco constituintes do próprio cravo: raiz, calo, folha, flor e semente.

Na parte da raiz, o convidado explora suas raízes culturais e literárias. O calo representa o que motivou o artista a seguir seu percurso, simbolizando crescimento. As folhas abordam os processos criativos dos convidados. A flor refere-se aos frutos do trabalho artístico, e as sementes representam os projetos futuros e legados que o artista deseja deixar. No final, menciona-se a particularidade do Cravo de Tunes, cujas sementes são espalhadas pelo vento quando secam.

O podcast possui ainda uma rubrica que, semanalmente, destaca autores e autoras falecidos do Algarve que foram esquecidos na memória cultural, iniciando com a poesia do Concelho de Silves. O objetivo principal é resgatar e divulgar esses poetas, refletindo sobre a sua importância na cultura nacional e regional.

Luís Ramos pretende que haja uma articulação entre a cultura regional e a cultura nacional, dando a conhecer os poetas esquecidos do Algarve e reintegrá-los na memória cultural coletiva. Refere que o Algarve possui poetas valiosos, como Nita Lupi, que já teve reconhecimento nacional e internacional e acabou por cair no esquecimento.

Explica que “é fundamental que poetas regionais sejam introduzidos nas escolas, provando que  a sua qualidade literária é igual à de autores mais conhecidos.”

 

Tunesconii

Este outro projeto de Luís Ramos, começou em 2022 e trata-se de um programa de rádio, desenvolvido na Engenharia Rádio, da Universidade do Porto, criado para divulgar os seus poemas. O nome do projeto vem da da junção da palavras Tunes, de onde é natural, com a palavra conii, povo pré-românico que habitou a zona do Algarve e Baixo Alentejo antes da ocupação dos romanos.

Posteriormente, começou a convidar outros poetas de vários pontos do país, para divulgar as suas obras, nestas plataformas de lançamento. E foi nessa plataforma que “Tunesconii” se transformou e é isso também que “O Cravo de Tunes” vai continuar a ser, revela o escritor.

 

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TAGGED:EntrevistaInês JóiaLuís Carlos RamosO Cravo de TunesTunesTunesconii
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PorInês Jóia
Natural de Portimão, nasceu em 2000. Licenciada em Comunicação Social, realizou um estágio curricular no Terra Ruiva e atualmente colabora com o jornal.
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