No Dia Internacional da Biodiversidade, que se assinala hoje, dia 22 de maio, o Ministério do Ambiente e Energia destaca um dos maiores sucessos da conservação da natureza na Europa: a recuperação do lince-ibérico (Lynx pardinus).
Segundo o Censo de Lince-Ibérico 2024, vivem hoje 2.401 linces em liberdade na Península Ibérica — 1.557 adultos ou subadultos e 844 crias. É o valor mais alto desde que há registos sistemáticos da população, um crescimento de 400 animais face a 2023; e de 280% desde 2019.

Portugal acolhe atualmente 354 exemplares, o que representa 14,7% da população total. Esta recuperação resulta da conjugação de esforços de conservação no terreno, da reprodução em cativeiro e do trabalho continuado de seguimento e gestão dos habitats.
Desde 2011, foram libertados 424 linces nascidos em cativeiro, 21 dos quais em 2025, graças à atividade dos cinco centros especializados da Península Ibérica, entre os quais o Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRLI), em Silves, gerido pelo ICNF, tutelado pelo Ministério do Ambiente e Energia.

O número de fêmeas reprodutoras atingiu em 2024 o valor de 470, reforçando o caminho para o objetivo de 750 fêmeas reprodutoras — patamar que permitirá considerar a espécie em estado de conservação favorável. Esta evolução positiva levou a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) a reclassificar o lince-ibérico de “Em Perigo” para “Vulnerável”, na sua Lista Vermelha, em junho de 2024.
“A recuperação do lince-ibérico é uma conquista coletiva da Península Ibérica e um exemplo inspirador do que é possível alcançar quando há compromisso com a ciência, o território e a biodiversidade. Portugal orgulha-se do papel que tem desempenhado nesta missão, que continuará com a mesma ambição”, considera a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.


