Escrever, um ato que desde criança pratico quase involuntariamente para me expressar, quando as palavras teimam em não sair. Talvez por isso, anos mais tarde, tenha escolhido uma licenciatura que me permitiu dar continuidade a esta prática.
A procura pelo estágio curricular na faculdade nem sempre é um processo fácil. Podemos aceitar uma vaga que um docente nos proponha ou começarmos nós próprios uma busca por estágios disponíveis nas diferentes áreas de atuação do nosso curso.
No meu caso, decidi-me pela última e durante essa procura pessoal tinha a certeza de querer estagiar no Algarve. Depois de alguma reflexão, o marketing e as relações públicas ficaram fora da mesa e decidi procurar uma experiência numa área que sempre me interessou ao longo da licenciatura, o jornalismo.
O Terra Ruiva foi um dos jornais que sempre considerei para esta experiência, sobretudo por ser o jornal do concelho Silves, o meu concelho. Quando falei com a Paula Bravo sobre a possibilidade de estagiar no jornal foi com grande satisfação que percebi que seria possível fazê-lo.
Numa altura em que o Covid-19 ainda restringia grandemente a forma como vivíamos e trabalhávamos julguei que a adaptação pudesse não ser fácil, enganei-me completamente. Desde o primeiro momento que os elementos da direção do jornal me colocaram à vontade e se mostraram disponíveis para esclarecer dúvidas e ensinar a colocar em prática conhecimentos que até então eram teóricos.
Perante esta experiência positiva e enriquecedora, tive sempre grande estima pelo Terra Ruiva e trabalho que desenvolve. Por isso mesmo, quando surgiu o convite para voltar a escrever e a colaborar com o jornal aceitei com entusiasmo.
Posso dizer, sem qualquer surpresa, que estes últimos meses de colaboração com o Terra Ruiva me têm permitido conhecer seres humanos e histórias de vida surpreendentes e inspiradoras. A heterogeneidade de pessoas e projetos com os quais me cruzei têm contribuído para o meu enriquecimento profissional, mas sobretudo pessoal.
Não poderia deixar de me dirigir a todos(as) os(as) que entrevistei, ou sobre os quais escrevi para expressar gratidão, gratidão por me terem permitido fazer, de certa forma, parte das suas histórias!
Terra Ruiva, feliz 25 anos de existência e que venham mais 25!
25 anos de existência (coincidência ou não, a minha exata idade) de um jornal que valoriza as histórias e projetos locais, que dá voz a artistas, desportistas, políticos, causas sociais e ambientais, um gigante obrigada! Que as liberdades de expressão e opinião continuem a prevalecer no jornalismo e na vida!


