A presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Silves- CPCJ de Silves, Catarina Castelo, técnica da Câmara de Silves, esteve presente na última sessão da Assembleia Municipal, (29 de fevereiro) para apresentar o relatório anual, referente às atividades desenvolvidas no ano de 2023.
De acordo com os números apresentados, no ano passado, a CPCJ Silves instruiu 360 processos; abriu 454 processos; e tem 144 ativos.
A maioria dos pedidos de intervenção veio através das autoridades policiais (144), seguindo-se as entidades escolares (110) e o Ministério Público (47).
Demonstrativo da grande variedade social que existe atualmente, embora 259 casos fossem referentes a jovens e crianças de nacionalidade portuguesa, a CPCJ trabalhou com crianças provenientes do Brasil, Índia, Reino Unido, Países Baixos, Moldávia, Bulgária, Marrocos, Alemanha, Estados Unidos da América, Andorra, Angola, Bélgica, Cabo Verde, Equador, Grécia, Guiné, Roménia e Ucrânia.
A maioria das intervenções incidiu sobre crianças e jovens dos 11-14 anos e 15-17 anos, com prevalência do sexo masculino.
A violência doméstica continua a ser a causa mais frequente para a necessidade de intervenção da CPCJ, (105 casos); verificando-se também um elevado número de casos por negligência (85); comportamentos desviantes por parte dos jovens (70); e maus tratos (31). Embora com números mais baixos, há vários casos de absentismo escolar (42) e abandono escolar(21).
Na sua intervenção na Assembleia Municipal, a presidente da CPCJ de Silves chamou a atenção dos membros da Assembleia Municipal para “o aumento do volume global de processos, que tem vindo a subir desde 2019”.



