Cerca de três dezenas de viaturas participaram no passado sábado, dia 10 de fevereiro, num protesto exigindo a requalificação da EN 124, no troço entre Silves e Porto de Lagos.
O protesto foi convocado pelo Movimento dos Utentes da EN 124 e teve início junto às Piscinas Municipais de Silves, onde se fez a concentração das viaturas e o buzinão. A seguir, as viaturas seguiram em marcha lenta até ao Porto de Lagos, percorrendo a via que se encontra há muitos anos num estado deplorável, embora seja importante para a circulação entre os concelhos de Silves, Portimão e Monchique.
A apoiar esta ação estavam alguns populares e os autarcas Maxime Sousa Bispo e Tiago Raposo, vereadores da Câmara Municipal de Silves e Tito Coelho, presidente da Junta de Freguesia de Silves.

Sendo um protesto menos participado do que os realizados anteriormente, como em 2026, ou 2018 quando reuniu 160 viaturas e duas dezenas de motas, o certo é que as razões que o motivaram permanecem inalteráveis. Em 2018, após o referido protesto, foram realizados alguns melhoramentos na via, que não passaram de “tapa-buracos”, e a prometida requalificação nunca foi executada, para desespero de muitos que utilizam este troço de estrada.
Na Assembleia da República, este problema já foi apresentado ao Governo, em anos anteriores, por deputados do PCP e do BE, mas a requalificação da EN 124 Silves-Porto de Lagos, que a Infraestruturas de Portugal garantiu que seria feita, logo que se concluíssem os trâmites para que este troço deixasse de estar subconcessionado à empresa privada Rotas do Algarve Litoral, continua esquecida.








