Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Carlos Osório
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: A elevação de São Bartolomeu de Messines à categoria de «vila» há 50 anos e a atualidade!
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
História & PatrimónioSociedade

A elevação de São Bartolomeu de Messines à categoria de «vila» há 50 anos e a atualidade!

Aurélio Cabrita
Última Atualização: 2023/Mar/Qui
Aurélio Cabrita
3 anos atrás
PARTILHE

O decreto n.º 88/73, que consagrou a elevação de São Bartolomeu de Messines a vila, foi publicado em Diário do Governo a 7 de março de 1973.

Mas tal não impediu que os messinenses festejassem, uns dias antes, aquele momento sublime, logo assim que tomaram conhecimento que o presidente da República o promulgara a 2 do mesmo mês.

Segundo o «Diário de Notícias», eram: 20:30 quando os sinos tocaram a rebate e começaram a estalejar no ar dezenas de foguetes e «não tardou que no largo da igreja da nova vila, se juntassem milhares de pessoas, que euforicamente se aliavam ao júbilo das entidades locais», noticiava aquele periódico, na edição de 3 de março. Para logo complementar: «velha aspiração de muitas dezenas de anos, agora tornada realidade».

Formaram-se de imediato dois cortejos, um de automóveis, buzinando incessantemente, e outro a pé, que percorreram todas as ruas da localidade, concentrando-se depois junto à estátua de João de Deus, de onde seguiram para o cinema. Durante o trajeto a pé foi cantado, em coro, o «hino da vila», um poema de João de Deus, de acordo com o jornal «O Século». No cinema decorreu uma «informal sessão», na qual intervieram o presidente da Junta, Francisco Vargas Mogo e Teófilo Fontainhas Neto, os quais «enaltecendo as qualidades do bom povo de Messines não deixaram de tributar entusiásticas ovações ao tenente-coronel Jorge Vargas [o portador da missiva e da boa nova], às autoridades concelhias e distritais e ao Governo da Nação, que apoiaram a Junta de Freguesia para que se materializasse este velho sonho», lê-se também no DN. Finda a sessão, a festa prolongou-se pela noite dentro.

O decreto, publicado a 7 de março, como já referimos, fundamentava-se em vários considerandos, desde logo «o grande desenvolvimento demográfico», depois que «a povoação sede da freguesia é servida por boas vias de comunicação, incluindo caminho de ferro, e está dotada de instalações de distribuição domiciliária de água e energia eléctrica e de rede de saneamento», bem como o «notável incremento industrial e comercial», e por fim «que nela existem diversas instituições de interesse público e colectivo, de natureza social, educacional, cultural e económica», sem esquecer o parecer concordante das autoridades distritais, do Ministro do Interior, Gonçalves Rapazote, presidente do Ministério, Marcelo Caetano e do Presidente da República, Américo Tomás.

A 5 de março uma comissão de messinenses, composta pelo tenente-coronel Jorge Vargas Mogo, Dr. Cabrita Carneiro, Eng. Ambrósio Neto, José Inácio Martins, Francisco Vargas Mogo e Américo Avelino Carrajola Ramos, convidava o ministro do Interior a visitar S. B. de Messines, em data oportuna, e a entregar aqui oficialmente, em pergaminho, o alvará de elevação a vila. Cerimónia que veio a realizar-se em outubro daquele ano.

Malogradas que tinham sido a elevação a vila e a sede de concelho em 1914, e posteriormente no Código Administrativo de 1936, ou ainda as diligências efetuadas na década de 1940, sem deixarmos de evocar outra tentativa de 1791, a elevação a vila era o corolário da ação determinada dos messinenses, a partir da década de 1950.

Ainda de 1929 vinha a frustração da colocação do busto a João de Deus em Faro, inaugurado em 1930, ao invés de ter ficado em S. B. de Messines como primeiramente se aventou.

Ora, é justamente com o objetivo de dotar a aldeia com um monumento ao filho pródigo que os messinenses se vão unir. Assim, no carnaval de 1957, foi organizada a primeira batalha de flores, para angariar dinheiro para esse fim, iniciativa que se repete nos anos seguintes. A 8 de março de 1964 o monumento era não só uma realidade, como foi oferecido pelo Ministério das Obras Públicas.

Conquanto, as forças vivas da terra não desmobilizaram. Embora as dificuldades fossem muitas elas tornaram-se desafios, de tal forma que para as gentes de Messines parecia não haver impossíveis.

Por essa altura ficou conhecido o lema da terra: «Messines é assim», e com ele se respondia à perplexidade e admiração de todos aqueles que ficavam atónitos com as conquistas locais, as quais causavam cobiça a muitas sedes de concelho.

Erigido o monumento a João de Deus, os esforços são dirigidos para uma outra «utopia», que remontava a 1922, um Jardim- Escola. É certo que Faro ambicionava a sua construção e vinha a efetuar diligências nesse sentido. Por S. B. de Messines, estabelecido o objetivo aí por 1968, o mesmo foi solenemente inaugurado em 1972, a 8 de março, como não podia deixar de ser (já os farenses tiveram de aguardar por 1986).

Dia grande na terra, com a inauguração do novo cinema, com mais de 400 lugares, do edifício da Sociedade de Instrução e Recreio, e lançada a primeira pedra para o pavilhão da Casa do Povo.

A par de tudo isto, a aldeia transformara-se num grande pólo comercial e industrial, assente, entre outras, nas empresas Teófilo Fontainhas Neto e Ramiro Cabrita & Irmão, que empregavam largas centenas de pessoas. Os Estabelecimentos Teófilo Fontainhas Neto construíram mesmo um Centro de Alegria no Trabalho (1971), destinado aos trabalhadores e famílias. Não havia, pois, como o Estado negar a elevação a vila de S. B. de Messines, o incremento e atividade económica, social e cultural que a freguesia detinha eram inegáveis e raras no contexto nacional.

É certo que a não promoção a sede de concelho constituiu um travo amargo. Mas as forças vivas, da terra e da diáspora, não deixaram de lutar por uma corporação autónoma de Bombeiros, fundada em 1977, cujo quartel foi inaugurado em 1984, uma instituição bancária, como a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de S. B. de Messines e São Marcos da Serra (1979), o Centro de Dia (1992) e depois Lar de Terceira Idade, a Casa Museu João de Deus (1996) e até uma Escola Agrícola (1993) foi sedeada na vila. A par de tudo isto começou a ser organizada, em 1990, a Feira Popular, depois denominada Feira de Atividades Económicas (1994), a FAE. Foram tempos de grande audácia e envergadura.

Volvidos 50 anos daquela data memorável, é tempo de reflexão. Se as décadas de 1950 a 90 foram de conquistas e concretizações, desde a viragem do milénio que temos vindo a assistir a alguma apatia. Nem a chegada da autoestrada, em 2002, logrou inverter o despovoamento da freguesia, que perde habitantes consecutivamente desde 1980, o número de eleitores já desceu inclusive abaixo dos 7 000. As infraestruturas com que ultimamente foi dotada não foram planeadas, como a localização do jardim ou o terminal de autocarros, ou ainda a amputação do vasto campo da feira, que em dias de certame fica sem estacionamento (justamente quando mais falta faz). Apesar da localização privilegiada da vila, só recentemente foi instalado um dispositivo público para carregamento de automóveis elétricos, facto que consideramos incompreensível. O Alfa Pendular não para na estação, apesar do longo cais construído em 2004 para o efeito. Também o poder de decisão local se tem vindo a perder, como sucedeu na recentíssima fusão da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, grande financiadora das coletividades e eventos da terra. Por outro lado, a Escola Agrícola desapareceu, enquanto o comércio local atravessa dias difíceis.

Meio século depois talvez esteja na hora dos messinenses se inspirarem no passado e com responsabilidade, traçar um outro rumo para o futuro da freguesia de São Bartolomeu de Messines. Mas, por agora felicitamos a «jovem» vila e prestamos homenagem a todos aqueles que, de uma ou de outra forma, contribuíram para esse feito sublime de há 50 anos.

 

Total Views: 5
Quercus elogia apoio à criação de refúgios climáticos e alerta que há 108 municípios sem Plano Municipal de Ação Climática
Concerto e baile encerram animação em agosto, em Armação de Pêra
Comício do PCP em Armação de Pêra
4ª Festa na Vila em Messines
PSD Silves rebate posição do PCP e defende criação da Unidade de Saúde de Silves com gestão privada
TAGGED:50º aniversárioAurélio Nuno Cabritaelevação a vilaSão Bartolomeu de Messines
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorAurélio Cabrita
Natural de S. Bartolomeu de Messines, nasceu em 1978. Licenciado em Engenharia do Ambiente, é mestrando em História do Algarve e técnico superior no Município de Odemira. Tem publicados diversos artigos e livros sobre a história local e regional. É também colaborador no jornal on-line Sul Informação.
Artigo Anterior O céu de março de 2023
Próximo Artigo Exposição de Orquídeas Algarve
1 comentário
  • José Domingos diz:
    4 de Março, 2023 às 18:53

    Como já nos habituou, de há muito, com os seus excelentes trabalhos, o Aurélio Nuno Cabrita, uma vez mais, nos presenteia com uma completa e polícroma descrição, a que sabe transmitir movimento e vida.
    Desta vez, o tema foi o dia memorável da promoção a Vila daquele que sempre conheci como o valoroso “Povo” de Messines, cujas gentes podem – quando para isso arregaçam as mangas – operar feitos que ficam na memória dos vindouros, terra que, porém, como muito bem escreve o Aurélio, atravessa um período a que chamarei de descrença, que urge ultrapassar, para que possamos fazer jus aos Messinenses de fibra que nos antecederam.

    Apesar de longe, há já 65 anos, jamais deixei de acompanhar o ritmo da terra que me viu nascer e que formatou em mim o conceito de que é a luta pelos grandes ideais que define aqueles que poderão perder uma batalha, mas que nunca, no final, serão vencidos.
    É esta postura que gostaria de tornar a ver nas gentes da minha terra.

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

IEFP divulga ofertas de emprego para Silves e Armação de Pêra
Economia Economia & Emprego
Caminhada ao Luar, em Pêra
Desporto
Junta de Freguesia de Messines está a contratar
Concelho Economia Economia & Emprego
Turismo do Algarve leva o destino a 18 mercados internacionais
Algarve
Horóscopo semanal, por Maria Helena
Astrologia Vida

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?