A FRAPAL – Federação Regional das Associações de Pais do Algarve pede o regresso da normalidade às escolas e que seja garantido um calendário certo com as greves dos professores, para atenuar as dificuldades que esta paralisação causa aos alunos e encarregados de educação.
Em comunicado, afirma: “A FRAPAL necessita que seja colocado um ponto final a este momento de greve, e, que a escola volte a operar normalmente e a Qualidade do Ensino em Portugal seja reposta! A escola tem de voltar ao normal, os nossos alunos têm que voltar a entrar nas rotinas, não só porque encontram-se em constante ansiedade – Hoje é dia de aulas ou greve? A maior parte dos alunos não compreendem a revindicação dos professores, mas encontram-se ansiosos se vão perder matéria e como esta vai ser reposta. Qual o impacto que esta greve terá na avaliação e nos exames no final do ano letivo. Temos alunos que usam a escola não só como lugar de aprendizagem, mas um local seguro, longe dos problemas do dia-a-dia, e uma refeição quente. Quando o ME vai tomar medidas para garantir que a escola manterá os serviços mínimos para minorar o impacto na vida dos alunos, bem como dos demais Encarregados de Educação. Queremos iniciativa do ME, queremos uma escola melhor e de qualidade, queremos professores melhores, mais motivados e melhor educação!
É totalmente inaceitável que continuemos todos os anos com escolas com falta de professores períodos ou semestres inteiros!”
Quanto à greve, por tempo indeterminado, que os professores têm vindo a fazer, declara: “Na impossibilidade de um acordo de imediato entre ME e sindicato de professores, pedimos que seja garantido um calendário da greve com data e hora marcada, para que os pais e alunos se possam organizar para que o impacto nas suas vidas seja mais controlado. As greves consecutivas estão a colocar em causa os postos de trabalho do Encarregados de Educação, obrigado os Encarregados a serem muito criativos para arranjar soluções para não faltar ao trabalho e garantir que os seus educandos ficam em segurança durante o dia. Os Pais e EE entendem e apoiam a luta dos professores, mas não podem aceitar indefinidamente ser as vítimas colaterais desta luta.”
Recorde-se que os professores estão em greve há várias semanas, numa luta que se irá prolongar por tempo indeterminado, o que tem levado ao encerramento total ou parcial das escolas, como também tem acontecido no concelho de Silves. A greve tem tido grande adesão nos agrupamentos do concelho, não só por parte dos professores mas também de auxiliares de educação e até de alunos, como no caso da Escola Secundária de Silves.







