A greve das chefias da guarda prisional que ontem, dia 21 de novembro, decorreu, a nível nacional, teve uma adesão de 100% no Estabelecimento Prisional de Silves.
Segundo a Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional (ASCCGP) , os estabelecimentos prisionais de Silves, Sintra, Elvas, Santa Cruz do Bispo, Lamego, Guimarães e Vale de Judeus tiveram uma adesão de 100%, enquanto na Carregueira e Alcoentre tiveram 90%.
Este foi o segundo dia de greve, tendo o primeiro, na passada sexta-feira, ter também registado altos níveis de adesão, com 90% em Silves.
Ainda segundo a ASCCGP, esta greve “deixou as cadeias sem chefes”, um facto “inédito” e “perigoso”.
De referir que, na semana passada, também os guardas prisionais estiveram em greve, o que revela o descontentamento que tem crescido nesta área da Justiça. Problemas como a falta de efetivos e um envelhecimento preocupante do pessoal da guarda têm sido apontados pelo sindicato que denuncia ainda as péssimas condições de trabalho, a par de baixos vencimentos e a ausência de perspetivas de evolução na carreira. Também no caso das chefias, a ASCCGP aponta a falta de condições de trabalho e refere que há estabelecimentos prisionais, nomeadamente Faro e Olhão que não têm diretores.
No seu comunicado a ASCCGP critica “a inércia, a apatia e a desconsideração do Ministério da Justiça sobre os problemas do sistema prisional”.
A criação de um novo estatuto profissional, a regulamentação da avaliação de desempenho do corpo de guarda prisional, a abertura de concursos para todas as categorias, o pagamento do suplemento de segurança prisional e a resolução de problemas estruturais no sistema prisional, são algumas das reivindicações que levaram a esta paralisação.









