A Associação Para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) e a Guarda Nacional Republicana lançam campanha conjunta “A morte por afogamento é silenciosa e rápida”, aliando o conhecimento técnico e a experiência da APSI e o alcance territorial único e de proximidade que a GNR detém a nível nacional, sobre a prevenção de afogamentos em crianças e jovens.
A APSI contabiliza, em 2022, 20 anos de Campanhas de Prevenção de Afogamentos de Crianças e Jovens e lança a única publicação, em Portugal, que faz um retrato do problema, na população infantil e juvenil: Relatório de Afogamentos de Crianças e Jovens, 2002-2021, que continua a demonstrar a necessidade de prosseguir com a sensibilização para aquela que é a 2ª causa de morte acidental nestas faixas etárias.
Apesar de ser um acidente que ocorre em qualquer altura do ano, esta Campanha ganha especial relevo nos meses de verão, em que milhares de crianças aproveitam as férias com os seus familiares em locais com água por perto — sejam planos naturais (praias, rios, barragens…) ou construídos (piscinas, tanques…) — podendo incorrer em risco de afogamento. Muitas famílias optam por alternativas que envolvem piscinas, o que pode aumentar este risco, nomeadamente nas crianças mais novas.
Com esta parceria, a APSI e a GNR propõem-se garantir uma mensagem mais próxima e uma prevenção mais incisiva, com o objetivo de promover a segurança infantil, reforçando os conselhos e os alertas para evitar este tipo de acidentes.
O conhecimento do terreno e a sinalização dos locais mais perigosos na sua área de responsabilidade permitem à Guarda fazer chegar a mensagem a um maior número de pessoas, assumindo-se como uma ferramenta de prevenção de enorme eficácia. Neste âmbito, a GNR irá intensificar, de 15 de julho a 15 de setembro, a realização de ações de sensibilização à população, no sentido de reforçar a consciencialização da sociedade para a problemática do afogamento de crianças e jovens, em piscinas e em ambientes naturais, em toda a sua área de competência no território nacional.
A Campanha “A morte por afogamento é rápida e silenciosa” apresenta-se, este ano, com uma imagem renovada e um novo filme (da responsabilidade da Havas Portugal), com o objetivo de despertar consciências, alertar pais e cuidadores e, em última instância cumprir o propósito mais desejado: salvar vidas que ainda mal começaram!
Relatório
Entre 2002 e 2020 ocorreram 274 afogamentos com desfecho fatal em crianças e jovens.
Para além das mortes por afogamento verificadas, há ainda a registar 617 internamentos na sequência de um afogamento, o que significa que, por cada criança que morre, aproximadamente 2 são internadas (total dos 19 anos).
O número médio de mortes por afogamento diminuiu nas últimas duas décadas de 27 (média/ano 2002-2004) para 16,5 (média/ano 2005-2010) e mais recentemente para 9,4.
O mesmo aconteceu com o número de internamentos que reduziu de 48,7 (média/ano 2002-2004) para 39,5 no período entre 2005-2010 (média/ano) e para 23,4 nos últimos 10 anos (média/ano 2011-2020).
Apesar desta redução significativa ao longos dos anos, é de notar que em 2020 o nº de mortes por afogamento em crianças foi excecionalmente alto (14) quando comparado com o triénio anterior (7,3 média/ano 2017-2019). Desde 2016 que o número de mortes era abaixo das dezenas.
Em 2020, morreram por afogamento 7 crianças até aos 4 anos, 5 jovens entre os 15 e os 19 anos e 2 adolescentes entre os 10 e os 14 anos.
Se considerarmos os últimos 9 anos, o maior número de mortes por afogamento ocorre na faixa etária dos 15 aos 19 anos e o maior número de internamentos na faixa etária dos 0 aos 4 anos.
De uma maneira geral, os afogamentos verificam-se mais até aos 4 anos de idade. Por cada criança que morre nesta faixa etária, 6 são internadas.
Relatório completo, aqui: Relatorio_de_Afogamentos-2002-2021-VF









