“Ainda há alguém nos bosques” é o título do documentário catalão premiado internacionalmente que será apresentado em São Bartolomeu de Messines, nos dias 3 e 4 de junho, pelas 21h45.
A apresentação, para maiores de 16 anos e com a duração de 50 minutos, irá decorrer na Sociedade de Instrução e Recreio Messinense e contará com a presença do realizador Erol Ileri.
“Depois de ter sido exibido na seleção oficial dos Festivais de Cinema Documental de Nova Iorque, Montreal, Berlim, Los Angeles, Toronto e Barcelona, entre outros, nas televisões públicas do Japão, Países Baixos e Catalunha, e ter ganho todos os prémios daquele que é considerado um dos mais importantes festivais de Cinema Documental – o Medimed Festival 2021, em Marselha, o documentário “Ainda há alguém nos bosques” é exibido em S. B. Messines no programa de acolhimentos do Alteatro, as “noites al teatro”, onde após a exibição será aberto o debate com o realizador”. 
O documentário aborda a história de “Lejla Damon, uma rapariga de 25 anos que cresceu feliz numa família de classe média em Londres. Os seus pais, jornalistas, cobriram a guerra da Bósnia e Herzegovina durante a década de 1990. Em dezembro de 1992, enquanto gravavam no hospital de Sarajevo durante um atentado, encontraram uma mulher que tinha acabado de dar à luz. A mulher disse-lhes para tirarem o bebé dos braços e afogá-lo. Foi o resultado das violações que sofreu durante a guerra; foi fruto do inimigo.
Durante essa guerra, entre 25.000 e 50.000 mulheres foram vítimas de violação como uma estratégia de limpeza étnica. Não há uma figura oficial porque muitos deles não sobreviveram ou ainda vivem em silêncio 25 anos depois. Lejla, Alen e Ajna são crianças nascidas de violações de guerra. 25 anos depois, juntaram-se aos sobreviventes na sua luta para quebrar o silêncio e superar o estigma. A guerra acabou para eles? No aniversário da assinatura dos Acordos de Paz de Dayton, chegou a hora de dar voz a estas vítimas de segunda geração.”
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