Como referimos na partilha da última edição, por detrás de cada emoção negativa, como a ansiedade, a depressão e a raiva, está presente uma mensagem para que mudemos a nossa vida. A ansiedade é a expressão, através do corpo, da nossa mente. Vamos recebendo chamadas de atenção, às quais muitas vezes não ligamos, o que leva a que sinais mais fortes sejam enviados e ao consequente aumento do desconforto, às alterações do sono e do apetite. Para resolver temos de escutar a mensagem que está a ser transmitida, agir e mudar o que precisa ser mudado.
Há coisas que pode fazer para reduzir a sua ansiedade diária. Pode entorpecê-la com medicação, pode atenuá-la com meditação e relaxamento, pode derrotá-la ganhando mais consciência dos seus pensamentos automáticos que muitas vezes desencadeiam a ansiedade e reestruturá-los. Reconhecer o irracional e mudar para o racional. Temos a possibilidade de identificar, desafiar e modificar o nosso pensamento irracional, ou passarmos a ser escravos desta tendência.
Quantas vezes me aconteceu isto e em que circunstâncias? Qual é a relação causa-efeito? Em que fundamento esta ideia? O que diria a um amigo que se encontrasse nesta situação? Qual é a real probabilidade de tal acontecer?
Não deixe de escutar o que a ansiedade lhe está a querer transmitir, mesmo quando o desconforto for grande. Olhe para ela como a luz vermelha da falta de óleo no carro e, em vez de a desligar, veja qual o problema no motor antes que este queime. Identifique o que está a precisar de ser mudado na sua vida exterior.
Coloque a si próprio algumas questões fundamentais…
O que me preocupa? Qual o problema? O que me faz sentir desconfortável? O que quero? O que é realmente importante para mim? Que posso fazer para conseguir o que quero? Que alternativas de solução tenho? Que outras possibilidades existem? Se eu fizer isso quais poderão ser as consequências? O que poderá acontecer? Qual é a melhor solução, ponderando prós e contras? O que vou realmente fazer?
É fundamental perceber com objetividade. O processo de transformação está nas suas mãos. Começa pela forma como percebe as situações e define-se pela escolha que faz das suas ações. De modo a lidar melhor com o mau tempo interior, comprometa-se consigo próprio(a) a fazer uma pausa sempre que notar os sinais de stress; a ter atenção às suas autoverbalizações negativas e procurar mudá-las para positivas; a tentar relaxar através de técnicas de relaxamento, respiração, atividades de prazer; a recompensar-se pelos seus esforços; não deixe de pedir apoio na sua rede social de suporte e pedir ajuda quando ela for necessária.
Depressão é excesso de passado em nossas mentes.
Ansiedade excesso de futuro. O momento presente é a chave para a cura de todos oa males mentais.” – Junia Bretas








