Os autarcas do Algarve reuniram-se esta semana com o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, para conhecer o ponto de situação dos investimentos no âmbito do PRR para a eficiência hídrica do Algarve.
A reunião, que decorreu a pedido dos presidentes (através de videoconferência), contou, para além da presença do ministro, da secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa, e da AMAL, com a participação dos representantes de diversas entidades regionais, nomeadamente do presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, da Agência Portuguesa do Ambiente – ARH Algarve, Pedro Coelho, das Águas do Algarve, António Eusébio, e da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Pedro Monteiro.
Neste encontro João Pedro Matos Fernandes fez um ponto de situação sobre o nível de execução de cada uma das medidas do Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve (PREH Algarve), enquadradas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
António Pina, presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), mostrou-se “muito satisfeito com os avanços que estão no terreno”, acrescentando que “todos os autarcas do Algarve estão entusiasmados e disponíveis para ajudar no que lhes for possível e da sua competência, para a execução de todas as medidas, uma vez que são consideradas essenciais para o futuro da região”. O responsável máximo da AMAL fez questão de destacar os progressos no que especialmente diz respeito ao reforço das afluências a Odeleite, através de uma captação no Pomarão (integrado na medida SM5) e a promoção da dessalinização da água do mar (SM6), cuja localização da central está já em análise.
Recorde-se que o PREH Algarve integra 6 medidas, coordenadas pela APA – Agência Portuguesa de Ambiente, sendo a primeira – SM1, Reduzir perdas de água no sector urbano – gerida pela AMAL, em que vão ser investidos 35 milhões de euros para a redução do nível de perdas reais de água nas redes de abastecimento em baixa.
O 1.º Aviso para apresentação de candidaturas foi lançado pela AMAL em setembro de 2021, através do qual foram apresentadas 26 candidaturas, com um total de investimento previsto de 19,6 milhões de euros, e que se encontram neste momento em avaliação.
No que diz respeito às restantes 5 medidas integradas no Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve, o Ministro do Ambiente e da Ação Climática assegurou que “todas estão a cumprir o cronograma definido. Alguns projetos estão já na fase da execução física, sendo que os anos de maior execução serão em 2024 e 2025, com as medidas SM5 e SM6”. No que a estas diz respeito “os procedimentos para a elaboração dos estudos prévios serão lançados ainda no primeiro trimestre deste ano”.
As seis medidas previstas:
SM1 – Reduzir perdas de água no setor urbano (35 M€)
SM2 – Reduzir perdas de água e aumentar a eficiência do setor agrícola (17 M€)
SM3 – Reforçar a governança dos recursos hídricos (5 M€)
SM4 – Promover a utilização de água residual tratada (23 M€)
SM5 – Aumentar a capacidade disponível e resiliência da oferta da água (75 M€)
SM6 – Promover a dessalinização de água do mar (45 M€)
No que toca à última medida (SM6) estão já em estudo possíveis localizações para a central de dessalinização, que irão agora ser objecto de análise, nomeadamente por parte dos municípios e da empresa Águas do Algarve, entidade responsável por esta medida.
Fonte: AMAL







Bom dia, eu nasci em Silves, num sítio que se chama Tinhosas, dado que os srs. vão fazer um colóquio sobre as fábricas de cortiça, gostava de participar e dar os conhecimentos que o meu Pai transmitia, Por volta do ano 1925, 0 meu pai trabalhava em Silves numa fábrica de cortiça que os donos era um sr. AUDEMIRA E MIRA esse sr. um dia chegou ao pé dos trabalhadores e disse que iria abrir uma fábrica para a zona de ALHOS VEDROS, que dava mais algum ordenado e arranjava casa para quem aceitasse ser transferido. Ele o patrão escolheu aquela zona, porque tinha acesso ao mar, devido trabalhava para a exportação. Já agora eu também quando fiz a quarta-classe também fui para lá carregar padiolas de cortiça que vinha da cozedura. Dizer também que o meu pai trazia sacos de rolhas para a minha Mãe em casa tirar os pores. Assim foi o motivo que apareceu um bairro chamado o bairro dos Algarvios.