Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira apresenta vídeo e novo website

O auditório do Crédito Agrícola de Messines recebeu a apresentação pública do novo website e vídeo promocional do Geoparque Algarvensis, aspirante a Geoparque Mundial da UNESCO.

Estiveram presentes Dália Paulo, coordenadora do projeto pelo Município de Loulé, Cristina Veiga Pires, coordenadora técnica e os presidentes Rosa Palma, da Câmara Municipal de Silves e José Carlos Rolo, da Câmara de Albufeira, bem como os presidentes João Palma, da União de Freguesias de Alcantarilha e Pêra e Luís Cabrita, da Junta de Freguesia de São Marcos da Serra.

Na parte inicial da apresentação, Dália Paulo e Cristina Pires fizeram o balanço do trabalho desenvolvido ao longo deste que foi o primeiro ano de trabalho de uma vasta equipa que pôs de pé este projeto, iniciado no âmbito de uma candidatura ao Fundo Ambiental apresentada pelo Município de Loulé, a que se associou depois o Município de Silves e posteriormente o de Albufeira. Na ocasião foi referido que “meia centena de pessoas” dos três municípios esteve envolvida neste trabalho preparatório que irá prolongar-se, quer no terreno quer a nível organizativo, com vista à futura apresentação da candidatura à UNESCO.

Da parte dos autarcas, José Carlos Rolo e Rosa Palma, (Vítor Aleixo, da autarquia de Loulé, não pode comparecer), houve o elogio unânime ao projeto e às potencialidades que o mesmo apresenta para os territórios abrangidos. O presidente da autarquia de Albufeira defendeu que “desenvolver não é só construir edifícios” e Rosa Palma elogiou o facto dos três municípios estarem unidos, independentemente das “bandeiras políticas e outras” em prol do desenvolvimento de “um território único e das pessoas” que nele habitam.

A presidente da autarquia de Silves, reconheceu que a mesma teve alguma dificuldade na parte do acompanhamento técnico do projeto, por não ter inicialmente na Câmara “esta valência” e por ter havido “uma mudança constante de coordenador” ( três num ano), mas garantiu o empenho do Município de Silves em ultrapassar estes constrangimentos e lutar para que o Geoparque Algarvensis venha a ter o “selo da Unesco, o que será um símbolo de qualidade”.  Rosa Palma destacou ainda a ideia da necessidade de envolver as pessoas comuns, “as que habitam no território do Geoparque”, no projeto que é feito precisamente para levar mais dinamismo económico e desenvolvimento a territórios desprotegidos.

No que se refere ao vídeo promocional, a apresentação do mesmo foi feita por Nuno Aires, responsável pela empresa de comunicação que o executou. “Resumir 400 milhões de anos em três minutos foi o desafio que encontrámos”, disse antes de apresentar o vídeo que pode já ser visto no website do Geoparque Algarvensis (https://www.geoparquealgarvensis.pt/), quer na respetiva página no Facebook.

Quanto ao website, cuja apresentação pública foi feita também nesta ocasião, o mesmo reúne um vasto conjunto de imagens e conteúdos relativos ao Geoparque, além de notícias atualizadas e um mapa interativo com os geossítios envolvidos e os percursos que existem no território e que podem ser explorados, entre outros itens.

 

Geoparque Algarvensis

Um Geoparque é uma área territorial com limites claramente definidos, que inclui um notável património geológico, associado a uma estratégia integrada de desenvolvimento de um território de forma sustentável.

O território do aspirante Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira desenvolve-se em terrenos da Serra e do Barrocal e tem uma elevada e significativa geodiversidade. Esta conta a história de 350 milhões de anos da Terra e mais de 20 mil anos de ocupação humana.

Os municípios de Loulé, Silves e Albufeira encontram-se a trabalhar na candidatura do aspirante Geoparque Algarvensis a Geoparque Mundial da UNESCO.

Recorde-se que este projeto partiu da descoberta do Metoposaurus algarvensis, uma espécie de anfíbios, extinta, conhecida apenas no Algarve, que viveu há cerca de 227 milhões de anos, num período geológico chamado Triásico. Tinha aparência semelhante à de uma salamandra, com tamanhos que podiam atingir mais de dois metros de comprimento. Este anfíbio de crânio achatado habitava lagos e charcos, alimentando-se principalmente de peixe e outros pequenos animais. Devido à fraca musculatura dos seus membros, os Metoposaurus, seriam desajeitados em terra e incapazes de encontrar alternativas de sobrevivência, acabando por morrer, em grande número, durante episódios de seca intensa.

 

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