Um grupo de aderentes do BE Algarve, organizados na plataforma +Bloco, +Algarve propõe à organização no distrito “Mudar de Vida!”, disputando à atual direção a liderança do órgão distrital do partido “de modo a dar um novo impulso ao BE no Algarve.”
No seu comunicado de apresentação, os mesmos afirmam que “o movimento mostra uma clara abertura a quadros novos e jovens nos lugares de topo em comunhão com militantes de longa data, e propõe-se promover uma maior iniciativa política do partido na região, a dinamização da participação ativa dos aderentes do Bloco de Esquerda na ação política local e no escrutínio dos órgãos e à abertura aos movimentos sociais.”
O programa de candidatura consta de seis pontos principais: “alterações climáticas; economia e desenvolvimento regional; apoio social em tempo de crise; defender os serviços públicos como condição de igualdade e bem estar; regionalização; e mais democracia, mais participação e mais escrutínio na organização do Bloco de Esquerda do Algarve, o projeto orienta a sua ação para uma participação ativa e crítica na luta por um Bloco mais democrático e disposto a introduzir temas e experiências no espaço político do órgão distrital do partido de forma a construir um Bloco mais aberto, de debate plural para uma maior ligação aos problemas da região.”
“O coletivo escolheu para encabeçar a lista Ana Filipa Silvestre, formada em cinema, trabalhadora precária e co-organizadora das duas mais recentes greves gerais feministas que tiveram lugar no Algarve, contando também com outras e outros ativistas na região. O coletivo reunido na lista B manifesta a urgência da esquerda de matriz socialista para a transformação da realidade com as classes trabalhadoras de forma a dar respostas claras e inequívocas às crises que enfrentamos: pandémica, social e dos populismos.
Com esta candidatura é apresentado um projeto pela renovação em que os militantes e as estruturas têm o dever de exercer atividade reivindicativa e propositiva estratégica a nível local, regional e nacional. As estruturas locais devem ser o centro da ação política, promovendo iniciativas e crescendo em organização e número de aderentes, com autonomia política e financeira, passando ao nível local a mensagem que “o Bloco faz falta!””, lê-se no mesmo comunicado.
Refira-se que esta lista, a B, integra o dirigente do Bloco de Esquerda em Silves, Carlos Cabrita, anterior cabeça de lista à Assembleia Municipal de Silves.
A lista B apresenta-se contra a lista A, encabeçada por João Vasconcelos, dirigente há longos anos do BE, atualmente eleito como deputado eleito pelo Algarve. 








