O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) está a sequenciar o genoma do novo coronavírus (SARS-CoV-2), tendo já encontrado 150 mutações genéticas desde Wuhan, na China, até Portugal, adiantou Fernando Almeida, presidente da instituição, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19, realizada no dia 6 de maio.
“Já conseguimos encontrar 150 mutações genéticas deste coronavírus”, anunciou o responsável do INSA, que prevê sequenciar 450 amostras de SARS-CoV-2 até ao final desta semana.
Segundo Fernando Almeida, a sequenciação genómica “vai ser importantíssima” nesta fase, pois permite, por exemplo, “perceber se há linhagens mais severas, mais agressivas”, e que constituem um motivo de maior preocupação no combate à epidemia. E, por outro lado, o estudo destas linhagens é importante para a criação de uma vacina.
Com este estudo, explicou, é possível “também identificar clara e inequivocamente, num determinado doente que foi infetado com coronavírus, toda a sua linha de transmissão e de onde veio essa linha de transmissão”.
Em declarações aos jornalistas, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, explicou que este é um estudo de âmbito nacional, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que conta com a participação do Instituto Gulbenkian e do I3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde. Um projeto piloto, referiu, que tem como objetivo sequenciar mil genomas.
Fonte: DGS







