Mercados Municipais do Concelho vão manter-se encerrados

A presidente da Câmara Municipal de Silves e os presidentes de Junta de Freguesia e de Uniões de Freguesias decidiram prolongar o encerramento dos mercados municipais do concelho, apesar da “preocupação existente para com os comerciantes e a nossa economia local”.

A Câmara Municipal anunciou esta decisão após uma reunião por videoconferência na qual os autarcas do concelho avaliaram a possibilidade de reabrir os mercados municipais.

“Esta avaliação foi ponderada devido à preocupação existente para com os comerciantes e a nossa economia local, uma vez que as grandes superfícies mantêm-se em funcionamento, assim como outros estabelecimentos de venda de bens alimentares.

Foi analisada a possibilidade de ser assegurado, pelas Freguesias e Uniões de Freguesias, a aplicação das mesmas regras de funcionamento já aplicadas às grandes superfícies.

Contudo, atendendo às especificidades do funcionamento dos mercados, não se revelou possível garantir em permanência as regras de distanciamento social, pelo que a decisão foi unânime em manter os mercados municipais encerrados durante o estado de emergência, mantendo a medida preventiva de combate ao surto epidémico do novo coronavírus” informa a autarquia.

“O Município de Silves tem vindo a tomar todas as medidas possíveis para minimizar o contágio desta pandemia no concelho, relembrando que a colaboração de todos é de crucial importância.

Todas as alterações que eventualmente venham a ocorrer serão alvo de comunicação pública.”

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2 Comentários

  1. O encerramento dos Mercados Municipais ( MM ) não faz qualquer sentido, indo, até, ao invés das directivas que o Governo colocou em vigor, no âmbito do actual “Estado de Emergência”, aspecto que o próprio António Costa, em devido tempo, deixou bem claro.
    Se para tal houvesse dúvidas, bastaria, desde logo, confrontar a incongruência desta situação de encerramento dos MM com a abertura actual de todas as grandes superfícies, ao longo país, tais como Pingo Doce, Continente e outras.
    Os MM da cidade onde resido mantêm-se abertos, com o mesmo horário de antigamente, apenas com os necessários ajustamentos sanitários de fitas coladas no chão, delimitando o espaço inviolável para os compradores, à volta das bancadas e a cerca de meio metro das mesmas, sendo os próprios vendedores os únicos que mexem e servem os produtos expostos.
    Após o pagamento em numerário, desinfectam as mãos com um “spray” próprio, para, de seguida, manusearem, de novo, os produtos em venda.
    No que respeita as filas de espera, devem apenas ser respeitadas as distâncias de 2 metros entre as pessoas.
    Aquela medida só pode resultar de um entendimento errado da edilidade em causa, que, com o necessário bom senso e ponderação, deve ser resolvida, a bem das necessidades básicas das populações.

  2. Esclareço, complementarmente ao comentário, que, à semelhança do que aqui onde resido vejo praticar, nos MM, é o próprio vendedor que sai detrás da bancada e vai entregando ao cliente, além da linha no chão de cerca de meio metro a um metro, os produtos pedidos.
    Poderá não ser muito prático, se compararmos com tempos normais, mas é uma solução que funciona, cumpre as regras sanitárias, e serve quer às pessoas, quer aos comerciantes, que deverão, preferencialmente, usar máscara, uma vez que estão em contacto permanente com os artigos à venda, permitindo-lhes, assim, prosseguir a sua actividade.

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