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Festa em honra de Nossa Senhora da Saúde em Messines

Realiza-se nos próximos dias, 14 a 21 de setembro, a tradicional solenidade religiosa em honra de Nossa Senhora da Saúde.
Assim, no dia 14, após a Celebração Mariana no Santuário, às 20h30, a venerada imagem será conduzida, em procissão de velas, para a Igreja Matriz.

Nos dias 18, 19 e 20, pelas 21h terá lugar a Oração Mariana em Honra de Nossa Senhora da Saúde (Tríduo).

Por fim, no dia 21 de Setembro realiza-se, às 16h, a Missa Solene da Festa seguida de procissão, acompanhada com filarmónica, até ao Santuário. Os festejos encerram com a realização de um arraial, com animação musical, que se inicia às 19h30 no Jardim Municipal.

A festa em honra de Nossa Senhora da Saúde é desde há vários séculos a principal cerimónia religiosa da freguesia de São Bartolomeu de de Messines. A ermida já existia em 1705, embora se desconheça quando foi construída.

A solenidade realizava-se, em 1758, no dia do Santíssimo Nome de Maria, para em 1825 decorrer entre 20 e 22 de setembro. Data em que foi criada a feira, junto à ermida, com o objetivo de enobrecer a festividade, que ali decorria.

Somente em 1948 Nossa Senhora desceu à igreja matriz, numa prática que se tornou frequente em meados da década de 1950 e que perdura nos nossos dias.

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Um Comentário

  1. De que vive um velho senão de recordações ?

    Nos finais dos anos 40 e princípios dos 50 do século passado, o povo de Messines era um pacato burgo, onde os dias se seguiam aos dias, numa modorra quase sempre igual, apenas quebrada, às quintas-feiras e sábados, pelas sessões de cinema, no Cine-Teatro João de Deus, a que não faltava o consumo generalizado de alcagoitas, que comprávamos em medidas de cinco tostões, cada, cujo característico partir de cascas se ouvia, ao longo de toda a projecção do filme, as quais, no final da sessão, ficavam, literalmente, a atapetar todo o chão.

    O cinema era, por esses tempos, a única distracção semanal, o que fazia de uma enorme falange de messinenses incondicionais e fiéis apreciadores desta arte.
    Acresce que se viviam tempos de optimismo – a que não era estranho o final recente da guerra -, espelhados nos temas abordados por grandes obras imortais e por uma plêiade de grandes actores e realizadores, fosse no campo dramático, de comédia ou de aventuras.

    Àparte o cinema, também a Feira anual de Setembro, que tinha lugar num terreno fronteiro à ermida da Senhora da Saúde, constituía um acontecimento (ou evento, como agora sói dizer-se) único e esperado por todos.
    Pelos comerciantes, que aproveitavam esta altura para alargarem os seus negócios e salvarem o ano.
    Pela juventude, pela distracção rara proporcionada por um sem número de divertimentos, como seja o carrossel, as barracas de tiro ou o poço da morte, dentre outros.
    À entrada do recinto da feira, havia duas compras que tínhamos , religiosamente, de fazer : polvo assado e / ou o chamado “pau roxo” (uma variedade de cenoura), que íamos roendo, durante todo o giro pela feira.

    Era assim o nosso viver simples de então e, creiam os mais jovens que lerem estas linhas, divertíamo-nos e éramos felizes ou, pelo menos, mais felizes do que os jovens de hoje, que tudo têm e querem sempre mais e mais.
    Não se trata de qualquer apologia miserabilista a ideia que aqui perfilhamos, mas, antes, a mensagem de que não é no acúmulo, pelo acúmulo de bens materiais que encontraremos o verdadeiro equilíbrio e bem-estar interior.

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