Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Memórias Breves (18) – Sagres na Conquista do Liberalismo
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
História & PatrimónioSociedade

Memórias Breves (18) – Sagres na Conquista do Liberalismo

Teodomiro Neto
Última Atualização: 2019/Ago/Ter
Teodomiro Neto
7 anos atrás
PARTILHE

O ENCONTRO no Cabo de São Vicente-Sagres pela vitória do Liberalismo Português, foi a conquista do País moderno. Tudo começou em pleno Atlântico, após a chegada do rei João VI, vindo do Brasil, onde se refugiara perante a ligeira ocupação francesa napoleónica, em Portugal. E logo o Norte do país em convulsão. Cidade, sem dúvida, habitada por gente do comércio do vinho, onde o liberalismo europeu era pouco visível em público, mais em convívios de europeus ingleses, sobretudo. E não eram as classes trabalhadoras que formavam esse grupo de política exportado do centro europeu. Somente era arrastada… Sem tradição cívica ou cultural política. Assim e sempre tem acontecido. O conflito português iniciado com a assinatura, em pleno mar, na chegada do rei, vindo do Brasil, em 1820, em que João VI assina a “Carta Constitucional”. Os conflitos na corte são de família e de nobreza. João VI mete em prisão o filho Miguel, assim como a rainha de origem espanhola. Miguel o tradicional absolutista, Pedro o herdeiro natural, de política liberalista. Os ecos, chegados da Europa, vão provocar, naturalmente, um conflito, profundo, em Portugal.

Quando o rei João VI morre, a 10/03/1826, o país entra em divisão política, iniciando-se as lutas do absolutismo do governo poderoso e o do liberalismo moderno, e em que se governava pela Europa. Façamos esse percurso pela Europa Liberal. Os filósofos, com uma rede de ligação pelo continente e em extensão pelo Novo-Mundo, as Américas, tornaram-se contagiantes. Portugal, com o absolutismo, continuava nas queimas da Inquisição, numa igreja tradicional. Em 1771 com a lei de Pombal, ministro do rei José I e por este assinada, vem a lei régia que se publica, a, designada: “ Origem da Relação da Moral dos Jesuítas”. Lei publicada, em 367 páginas, pela Régia Officina Typográfica de Lisboa. Tenho o orgulho em possuir um exemplar e estudá-lo: O tempo das torturas, das condenações às fogueiras, em que a Inquisição dominava o poder real… Pombal, diplomata que passou em funções por esses países do centro europeu, ousou, na qualidade política, de primeiro-ministro, com o apoio real, terminar essa ofensa. Portugal atingiu até ao último quartel do século XVIII, esse flagelo tortuoso e imoral: as queimas humanas, em procissões criminosas.

Pela Europa sopravam os ventos do Liberalismo. E a Portugal chegavam os “ventos” do modernismo liberal, aos centros de cultura, aos ambientes clubistas, aos salões burgueses, etc. Os ataques de Montesquieu, com a modernidade do “Espirito das Leis”- 1748. O criticismo de Voltaire. A “Revolução do Coração”, de Rousseau, etc, etc, haveriam de chegar a Lisboa, fim do século XVIII e início do século XIX, em leituras ainda secretas. Mas já no sonho histórico, com Alexandre Herculano, no seu “Eurico o Presbítero”, no novo método do romance histórico, seguindo-se no novo pensamento da nova geração portuguesa. Ainda, Almeida Garrett, na introdução do romantismo em Portugal, numa narrativa do reino do Algarve, com o poema “D.Branca”, 1826, escrito em ambiente parisiense, de refugiado, num cenário do Algarve. Mas os verdadeiros introdutores do romantismo europeu, certamente Chateaubriand, Victor Hugo, Manzoni, entre outros. O século XIX avança, não no sentido social do homem trabalhador, mas investindo na mobilidade, no comboio que não tarda. O vapor a substituir o braço humano.
A Europa está a “ferro e fogo”. A Igreja de Roma vacila com a revolução romana, no início do século XIX, afastando o papa Pio IX de Roma. A Igreja de Roma e da restante Europa estão em mudança de mentalidades. Os barões começam a empurrar o “sangue azul”. Também em Portugal.

O conflito português inicia-se aquando da chegada do rei João VI, vindo do Brasil para Lisboa, em 1820, quando o rei assina a “Carta Liberal”, ainda, em pleno Tejo. Miguel, o filho real, coloca-se na defesa do absolutismo. Assim com sua mãe, a rainha de origem espanhola. O rei João aprisiona mãe e filho, com se afirmou. Abre-se o conflito. O reino divide-se até à sua morte, a 10/03/1826. Portugal é uma guerra de interesses tradicionais e de futurismo. Os dois irmãos: Pedro, o herdeiro e Miguel, o príncipe rebelde do absolutismo fazem guerrear o país.Estamos num país dividido e agressivo. O Remexido, educado para padre, coloca-se no absolutismo secular, ainda hoje numa admiração mórbida. Há crimes. Há de tudo. A morte anda à solta pelo Algarve, pelo país inteiro. Morrem pais e filhos por ideais diferentes, guiados por interesses que não o de uma sociedade tradicional.

Estamos no Algarve, mais precisamente no 3 de Julho de 1833. Há o decisivo encontro pelas duas partes: Liberalismo e Absolutismo. O encontro nas águas do Algarve: Cabo de S. Vicente. Uma luta naval vai decidir uma das vontades. Um encontro célebre.

Sagres venceu pelo Liberalismo, a 3 de Julho de 1833: Sagres e S. Vicente, o palco dos confrontos entre as duas facções. A frota comandada pelo inglês Charles Napier derrota a armada miguelista. O outro lado, absolutista, sob o comando do almirante português António Torres de Aboim, afunda-se nas águas de Sagres, do Cabo de S. Vicente. A Armada fiel a Miguel, quase que desapareceu. Miguel, o filho do rei João VI, após a vitória do liberalismo, partiu para o exilio, assinando a Convenção de Évora-Monte. Deixando a semente duma contra/revolta absolutista, para uma transumância que já não tinha lugar na sociedade, moderna, portuguesa.

Batalha no Cabo de São Vicente

Após a vitória do liberalismo, o que irá suceder com a semente do absolutismo? Para a história, o quartel-general instala-se em Faro, forma-se o governo, no palacete do farense João de Carvalho Ferreira, na actual rua Conselheiro Bivar. Segue um exército liberal para Lisboa, aclamando a vitória do Liberalismo Português, em Julho de 1833.
Faro é, no tempo, uma pequena cidade de comércios estrangeiros. Os italianos abrigados na capital do Algarve, criavam focos liberais, implantando teatro e música, como o Teatro Lethes, antes do Teatro Nacional D. Maria II de Lisboa. Tanto como as “colónias” de comerciantes franceses e ingleses.

Eis uma situação histórica muito pouco “badalada”. Mas a História tem o seu registo. A consolidação do Liberalismo deixou muitas marcas, muitas vítimas de lado a lado. Remexido e os seus grupos são julgados em Faro, num julgamento, a que o teatro, o romance, a poesia, os estudos históricos e políticos têm dado voz. E, onde, infelizmente, o fuzilamento, o método, ia em continuidade.

Todo o século XIX foi de reconstrução e de ocupação. Tivemos uma rainha, Maria II que atendeu a cultura, o princípio dela, com a construção do Teatro com o seu nome. Do conservatório Nacional de música. O COMBÓIO NESSA PRESSA DE AVANÇAR… O rei Luís I segue no comando constitucional da Nação. E nesse acto humanista, suspendeu, por lei, a “Pena de Morte”. Como imagem civilizacional. Foi um exemplo para a Europa. Ainda, hoje, uma parte do mundo reconhecido de “civilizado”, actua pela leia da morte! Mas não devo o olvido, sem lembrar o Homem que desejou que todos os portugueses soubessem ler. Isto, no último quartel do século XIX, com João de Deus, o educador, que faleceu em 1896, num trabalho que se prolonga… O SONHO NOVECENTISTA… do Messinense, do Algarvio, do Português, do falar comum da língua portuguesa. Depois de Sagres, outras vontades, plurais, foram chegando e partindo.

Total Views: 0
Espetáculo de teatro infantil “Pinóquio, o Musical”, em Silves
João Só é o próximo convidado do Lado B, em Silves
Mialves apresenta espetáculo de magia em Messines
Conferência do Mar em Armação de Pêra destaca Parque Natural Marinho Pedra do Valado
Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolvem tecnologia para criar ecrãs flexíveis que dobram e esticam
TAGGED:batalhaliberalismoSagresTeodomiro Neto
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorTeodomiro Neto
Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascido em 1938. Concluiu licenciatura em História e o doutoramento em "História Política Europeia". Professor universitário, em França, ( entretanto aposentado), tem colaborado com diversos jornais nacionais e regionais. Tem publicadas várias obras no âmbito da história regional, teatro e romance. Entre outras distinções recebeu a Medalha de Mérito Ouro da Cidade de Faro.
Artigo Anterior Campanha Solidária “Regresso às Aulas”
Próximo Artigo Crianças de Messines fazem campanha de troca de papel por alimentos
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Horóscopo semanal, por Maria Helena Martins
Astrologia Vida
Banco Alimentar do Algarve realiza campanha solidária e explica como ajudar
Pessoas Vida
Ovelha Churra Algarvia – que ovelha é esta? – A luta pela sobrevivência e promoção
Concelho Economia Economia & Emprego
Realidade virtual
Opinião
Trânsito condicionado em Armação de Pêra, na próxima semana
Concelho

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?