O deputado do PSD, Cristóvão Norte, denuncia a falta de medicamentos no Centro Hospitalar do Algarve, o que tem levado a um “incomum aumento de queixas por parte de doentes e seus familiares”.
Segundo este deputado, a situação não é nova, tendo sido já denunciada, “em mais do que uma ocasião pelos deputados do PSD na Assembleia da República”, mas os casos continuam a acontecer “alguns deles até com maior gravidade”.
” Tal conduz a que os doentes, em desespero, se desloquem às farmácias dos hospitais para recolher a medicação que lhes foi prescrita – muitos casos de doenças raras e crónicas –essencial para preservar a qualidade de vida desses cidadãos e, por força de sucessivos adiamentos, vejam a sua situação clínica perigar, deteriorar-se, causando sempre muita angústia em pessoas que estão em situação de fragilidade.”
“A título meramente exemplificativo, tem sido adiado sine die a entrega de Privigen ou Octagam, terapêutico para casos de:
Sindromes de imunodeficiência primária (agamaglobulinémia e hipogamaglobulinémia congénita, imunodeficiência comum variável, imunodeficiência combinada grave, síndrome de Wiskott Aldrich);
Hipogamaglobulinemia em doentes após transplante alogénico de células estaminais hematopoiéticas (TCEH);
Hipogamaglobulinemia e infeções bacterianas recorrentes em doentes com leucemia linfocítica crónica nos quais a antibioterapia profilática tenha falhado;
Hipogamaglobulinemia e infeções bacterianas recorrentes em doentes com mieloma múltiplo em fase estacionária que não tenham respondido a imunização pneumocócica;
SIDA congénita com infeções bacterianas recorrentes.
Como terapêutica de imunomodulação para:
Trombocitopenia imunitária primária (PTI), em doentes com risco elevado de hemorragia ou antes de uma cirurgia para correção da contagem de plaquetas;
Polineuropatia desmielinizante inflamatória crónica (PDIC);
Doença de Kawasaki;
Síndrome de Guillain-Barré.”
Para Cristóvão Norte, “é muito importante que o acesso à saúde destes cidadãos não fique em causa, pois muitos deles encontram-se com graus de incapacidade elevados, reconhecidos pelo Estado em juntas médicas e a necessidade de a medicação ser aplicada em tempo é vital para a sua saúde.
Importa, pois, que o Governo dote o CHUA dos instrumentos financeiros e de gestão para que estas falhas progressivamente mais recorrentes sejam resolvidas e tome medidas para estancar a hemorragia na região.”







