Uma central de energia solar fotovoltaica irá ser construída no Foral, na freguesia de São Bartolomeu de Messines.
Esta central irá ocupar uma área de 96 hectares, num terreno a norte da área habitacional do Foral ou Quinta da Alta Vista, e será constituída por 102.399 módulos fotovoltaicos, dispostos em painéis.
De acordo com os documentos que estiveram em consulta pública no passado mês de junho, a “Central Solar Fotovoltaica do Foral tem como objetivo a produção de energia elétrica a partir de uma fonte renovável, endógena e não poluente – a energia solar, contribuindo assim para as metas portuguesas que se referem à produção de energia a partir de fontes renováveis, constantes da Estratégia Nacional para a Energia (ENE 2020).”
A central solar do Foral irá “produzir anualmente cerca de 72,3 GWh (equivalente ao consumo anual de aproximadamente 15 769 habitantes), evitará a emissão de 70 108 toneladas de CO2 por ano, comparativamente à produção da mesma quantidade de eletricidade a partir de fontes convencionais, como o carvão, ou 20 899 toneladas de CO2 por ano, a partir de gás natural.”
O promotor desta construção é a empresa NDeveoplment, S.A. , detida a 100% pela empresa internacional Neoen, e a entidade licenciadora é a Direção Geral de Energia e Geologia.
Além da central, será também construída uma extensão da linha elétrica, por 5Km, que irá transportar a energia produzida até a subestação da rede elétrica nacional de Tunes.
Nos referidos documentos, justifica-se a escolha do local para a construção da central, pelo “facto de Silves ser o concelho do Algarve que se encontra melhor conectado com o resto do país” apresentando uma “localização relativamente central, sendo esta vantagem reforçada pelo facto do município ser servido por boas vias de comunicação ferroviárias (linha do sul e linha do Algarve) e rodoviárias (A2, IC1, A22). “ E ainda: em “termos de ordenamento do território, verifica-se que o Plano Diretor Municipal de Silves classifica os solos da área de implantação da central solar como espaços naturais. Estes espaços são integrados na Reserva Ecológica Nacional, onde, de acordo com o regime jurídico vigente, a instalação de centrais solares pode ser autorizada.”
Quanto aos eventuais impactes ambientais, afirmam os promotores, nada existir de significativo. Na área de implantação da central, apenas salientam a existência de alguns fornos de cal, que “serão preservados”.
De referir que este é o segundo projeto que a empresa promotora apresenta à Direção Geral de Energia e Geologia. Em setembro de 2015 foi apresentado um projeto, com a mesma localização mas algumas características diferentes, cujo processo não foi concluído.



como é que se alguem quer fazer lá uma casa não pode porque altera a paisagem e o ambiente e tudo mais alguma coisa, agora dizimar aquilo tudo para colocar uma estrutura em ferro e compostos, já podem…
alguem tá a mamar e como habitual não são poucos…
isto é só ingenheiros uma casa pequena que não dá, no entanto um armazém agrícola com 10 mt de altura deu, isto é só um desabafo..