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Central de Lamas em Messines, projeto esteve parado durante anos mas vai avançar agora

O projeto de construção de uma central de tratamento das lamas produzidas pelas ETAR do Algarve, no sítio do Escolar, na freguesia de São Bartolomeu de Messines, esteve parado alguns anos, mas vai agora avançar, por iniciativa da empresa Lena Ambiente.

A confirmação foi dada ao Terra Ruiva pelo diretor do projeto, Artur Ribeiro que afirmou que o processo já se encontra numa fase avançada, aguardando apenas o licenciamento das obras. Segundo este responsável, a Lena Ambiente adquiriu o projeto à empresa Biosolum “já numa fase avançada, com projeto de execução já aprovado”, faltando apenas a “licença ambiental”. A nova central irá assim replicar o projeto já aprovado por todas as entidades regionais e municipais, embora tenha uma “área de implantação de 6.000m 2, quatro vezes menos do que o projeto original”.

Sítio do Escolar, no local de implementação da central (Foto de arquivo)

O objetivo desta central será o de fazer a gestão de resíduos provenientes das lamas das ETAR, mas também o de ser uma estação de receção de resíduos verdes. A mistura dos dois elementos irá permitir a produção de um “composto agronómico” que será “comercializado principalmente no Baixo Alentejo onde o solo tem carência de matéria orgânica”.
Ambos estes elementos serão encaminhados para a central em transportes próprios, havendo especial cuidado com o transporte das lamas, devido aos cheiros e às escorrências, garante a Lena Ambiente. Uma vez na central, serão tratados em estufas fechadas, para proceder à sua higienização e valorização.
Numa primeira fase, a empresa irá contratar dois funcionários.

Sobre as eventuais consequências ambientais, tão referidas aquando da apresentação inicial deste projeto, como os maus cheiros ou a possibilidade de contaminação dos solos, Artur Ribeiro enfatiza que a “área de resíduos teve uma grande evolução nos últimos anos” e que esta é “uma unidade industrial como outra qualquer” sujeita a autorizações e verificações por parte de várias entidades, e que não haverá inconvenientes para a população de São Bartolomeu de Messines.

Recorde-se que o projeto da construção de uma central de tratamentos das lamas provenientes das ETAR do Algarve teve início em 2008, com a apresentação de uma proposta da empresa algarvia Biosolum, da construção de uma “Central de Compostagem”. Na altura, todas as forças políticas da Assembleia de Freguesia de São Bartolomeu de Messines, PS, PSD e CDU, manifestaram-se contra a construção da central por temerem os efeitos nocivos ambientais. Mas o projeto foi aprovado na Câmara Municipal de Silves, então liderada pela presidente do PSD, Isabel Soares, e também foi aprovado na Assembleia Municipal de Silves, órgão este que aprovou também uma alteração pontual ao PDM para permitir a construção no sítio do Escolar.
Em consequência dessa aprovação, as obras foram iniciadas, mas a construção foi interrompida. Em 2011, responsáveis da Águas de Portugal, ADp Energias e Águas do Algarve voltaram a apresentar um projeto, agora chamado “Solução para Valorização das Lamas das Águas do Algarve”, para construir, no mesmo local e em moldes semelhantes, uma “unidade de secagem solar de lamas residuais”. A apresentação do projeto foi feita numa sessão pública, realizada na Junta de Freguesia de Messines, tendo os promotores respondido às questões apresentadas por autarcas e população. No entanto, também desta vez o projeto não avançou.
Em 2018, a construção da central de lamas em Messines volta a ser assunto.

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