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Optar e decidir

Caros leitores, após o término de um período em que cada um teve oportunidade de fazer as suas opções, no que concerne à escolha face aos destinos da sua terra e do seu concelho, um novo período se inicia. É agora mais uma vez tempo para optar, mas também para decidir e agir! Mais uma vez cabe a cada um optar por manter-se à margem para ver o que acontece, ou simplesmente criticar, ou poder envolver-se e agir, participando nas decisões da vida comunitária e fazer parte do processo construtivo do presente e futuro próximo das suas terras, contribuindo com as suas capacidades e o seu saber, para o bem comum.
O mês de outubro foi ainda um mês terrivelmente marcado pela catástrofe. Deixou marcas traumáticas profundas na memória individual e coletiva, que levarão o seu tempo a sarar e implicarão um profundo trabalho profissional de apoio e suporte. Por outro lado, esta tragédia mostrou a capacidade de mobilização das pessoas, da sociedade em geral, esquecendo o individual em prol do coletivo. Os caminhos que escolhemos na vida só fazem sentido se nos levarem a algum lugar. Podemos ser donos de grandes “autoestradas”, mas de que nos adiantam se nos conduzem ao vazio? De que nos adiantam se a vida nos passa pela margem e não a sentimos verdadeiramente? È nestes gestos de verdadeira solidariedade, de desprendimento, que damos significado ao nosso caminho! O que verdadeiramente importa não é o que tenho, mas como superei as dificuldades e os desafios que a vida me colocou à frente.

Partilho convosco uma pequena história para reflexão, para que com ela decida e escolha qual o seu caminho, com a consciência de que as escolhas podem mover os nossos sonhos ou aprisionar nossos sentimentos e só não falha quem nunca tentou, pois como diz o poeta “ o caminho faz-se caminhando”:

“Um jovem descrente, desejando testar o conhecimento de um sábio, ergueu o punho fechado na frente do homem venerado.
-O que tenho em minha mão? Perguntou o jovem.
-Uma borboleta! Foi a resposta.
-Está viva ou morta? Inquiriu o rapaz.
O ancião sabia que o jovem estava a brincar com ele. Se respondesse morta, o jovem abriria a mão e deixaria a borboleta voar. Se respondesse viva, o rapaz fecharia a mão e esmagaria a criatura. Então respondeu:

– Está em suas mãos fazer aquilo que deseja com ela.”

Moral da História: Quando todos os elementos estão fora do seu controle, lembre-se de que ainda pode controlar a sua reação.”

“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.” Cora Coralina

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