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Cidadania, Responsabilidade e Compromisso

Esta é uma edição muito dedicada ao ato eleitoral do qual acabamos de sair, por isso gostaria de partilhar com os leitores, algumas ideias e reflexões sobre a importância do mesmo e suas implicações.
Como Presidente de uma das mesas eleitorais de Messines, foi com agrado que ao longo do dia fui assistindo a uma crescente participação dos eleitores na minha mesa. Apesar da percentagem de abstenção em cada ato eleitoral ainda ser demasiado grande, nesta freguesia ficou nos 43.30% e também no concelho ficou abaixo dos 50%. Isto significa que as pessoas se envolvem mais quando sentem a mudança positiva nas suas vidas, nas suas terras, melhorando as suas condições de vida.
Cada cidadão representa muito na construção da sua própria qualidade de vida, mas também na qualidade de vida da comunidade onde se insere. A sociedade existe para o cidadão, longo cumpre ao mesmo zelar pela manutenção e melhoria da qualidade de vida pessoal, comunitária e social.
O voto é um direito de cidadania, mas também um ato de responsabilidade individual de participação na constituição das instituições a quem caberá a aplicação prática das mudanças necessárias ao bom desenvolvimento das comunidades e da sociedade na qual cada cidadão se insere. O exercício deste direito permite exigir a prestação de um serviço de qualidade por parte do estado e das instituições, para que todo o cidadão e comunidade seja tratado(a) com respeito e civismo. Exige um verdadeiro ato de compromisso por parte de quem é eleito para nos representar. Se assim, não vier a acontecer é também pelo voto de temos o poder de mudar a situação.

Não participar, por uma razão ou outra, é uma forma de desresponsabilização que também não dá direito ao protesto ou a exigência. Desta forma entregamos as rédeas das nossas vidas e comunidades aos outros. Em que outras áreas da sua vida também entrega as rédeas aos outros? Que consequências esse ato tem trazido? Em qualquer que seja a área da nossa vida temos um papel a desempenhar que nos cabe inteiramente a nós! Na escolha de quem queremos ao nosso lado, na educação dos filhos, na conservação da nossa saúde, no exercício profissional, na vida da comunidade, ….

Martim Luther King, homem que assumiu como ninguém o seu papel individual na luta pela mudança do seu país em questões tão fundamentais como os direitos civis, dizia

“Nossas vidas começam a terminar no dia em que permanecemos em silêncio sobre as coisas que importam.”

É no compromisso individual e coletivo que crescemos e nos desenvolvemos como pessoa, como comunidade, como sociedade. Como também dizia Mahatma Gandhi:
“O amor à verdade ensinou-me a beleza do compromisso.”

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