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Armação de Pêra, da aldeia a vila – fragmentos para a sua história

Em Silves, no edifício da Câmara, encontra-se patente, até ao final do mês de setembro, a Exposição do Arquivo Municipal com o tema “Armação de Pêra, da aldeia a vila”.
A exposição é acompanhada de imagens e documentos.
O Terra Ruiva colabora com esta iniciativa do Arquivo Municipal publicando uma versão resumida do texto da exposição. A versão integral está disponível aqui: Expo_DM_Setembro_2017

 

Armação de Pera, da aldeia a vila – fragmentos para a sua história

A partir dos anos 60 do século XX, Armação de Pera foi alvo de um acelerado crescimento da atividade turística ligada ao produto “sol, mar e praia”, plasmado numa enorme expansão dos aglomerados litorais.

A 3 de agosto de 1982, sob a presidência de José Francisco Viseu, foi deliberado “abrir concurso público para a execução do projeto da obra de construção do novo mercado de Armação de Pera”. A obra ficou concluída no ano de 1989.
Com uma população residente superior a 7 mil habitantes, 2309 eleitores inscritos e um campo de trabalho sazonal que empregava vários milhares de pessoas, no início da década de 90, Armação de Pera passou a aspirar a ascensão da povoação à categoria de vila.

O presidente da Junta de Freguesia local, Fernando Santiago Bernardo, encetou esse processo. A proposta – Projeto de Lei n.º665V –, acompanhada de certidão da deliberação da Câmara de Silves, datada de 19 de março de 1991, com o “parecer favorável”, foi apresentada na Assembleia da República, pelo grupo parlamentar do PS, representada pelos deputados socialistas António José Sanches Esteves, Luís Filipe Madeira e José Apolinário.

A 20 de Junho de 1991 a proposta é aprovada em Assembleia da República e a 16 de agosto, é publicada a Lei n.º94/91, declarando a “Elevação da povoação de Armação de Pera à categoria de vila”.
A fim de satisfazer os anseios da população e em especial da massa estudantil, com cerca de 500 crianças e jovens das freguesias de Armação de Pera, Alcantarilha e Pera, que diariamente se deslocavam para Silves, foi acordado a construção da Escola C + S em Armação de Pera. A obra arrancou no início do ano de 1994 e ficou concluída em 1997.
No que respeita à construção da Escola Pré-Primária, no logradouro da Escola Primária, a escritura de adjudicação realizou-se no dia 4 de julho de 1996 tendo a obra ficado concluída em setembro de 1998.
Pela Câmara de Silves foi construído, junto à Torre Iberius, um terminal rodoviário destinado a criar melhores condições para os passageiros dos autocarros.

No início de 1999, foi celebrado um protocolo entre a Câmara de Silves, a Direção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano e a CCDR Algarve que consagrava a constituição de um Gabinete Técnico Local (GTL) que tinha como área de intervenção a vila de Armação de Pera.Desta forma, no final da década de 90 e seguinte assistiu-se um processo de uniformização e embelezamento como a iluminação e arranjo urbanístico de diversos arruamentos, da Fortaleza e do Largo das Caravelas.

Em 2001 foi concebida uma nova via de comunicação, a Via Dorsal, entre o limite do concelho de Lagoa e a rotunda do cemitério de Armação e que abrangia também o alargamento do troço da EN 269/1, compreendido entre o Cemitério e o cruzamento de Alcantarilha. A 30 de julho de 2001, sob a presidência de Maria Isabel Soares, é celebrada a escritura de adjudicação da “Empreitada da Via Dorsal de Armação de Pera”. pelo valor de 708.671.220$00. A receção provisória da obra ocorreu a 26 de outubro de 2006 e o auto de receção definitiva foi a 7 de outubro de 2013.
A autarquia procedeu à construção de um edifício moderno e funcional que integra três pisos destinado a estacionamento público, no sito da Panasqueira, junto à via dorsal, com inicio em 2003 e concluída em 2006.

No ano seguinte foi aprovada a construção da Escola EB 1 de Armação de Pera. Os trabalhos tiveram início em fevereiro de 2006 e ficaram concluídos em setembro de 2007, sofrendo trabalhos a mais que perfizeram o valor total de cerca de 800 mil euros.
Em 2008 procedeu-se à empreitada de requalificação urbana da Frente-Mar que consistiu na pedonalização de ruas na Frente-Mar e núcleo antigo (aldeia) de Armação de Pera e reestruturação dos arruamentos adjacentes, proporcionando uma valorização e requalificação do espaço. Foi concluída a zona nascente em fevereiro de 2010 e a zona poente em março de 2011.
Em 2004, iniciou-se o processo de requalificação do antigo Casino que não se concretizaria. Mais recentemente, em finais de 2015, o atual executivo camarário, liderado por Rosa Palma, promoveu uma auscultação pública, tendo em vista recolher a opinião dos munícipes sobre o futuro do antigo Casino, aguardando-se a sua revitalização.

Às gerações presentes e futuras fica a missão de implantar programas e planos que visem a qualificação e reabilitação do espaço público e planear um desenvolvimento que reflita caráter arquitetónico e estilo compatíveis com a herança cultural e o ambiente local, promovendo a articulação entre o equilíbrio dos ecossistemas e a qualidade de vida e o bem-estar da comunidade.

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