A Ermida de Sant’Ana, na freguesia de S. Bartolomeu de Messines encontra-se desde meados de novembro sem uma parte do telhado que ruiu.


A situação foi denunciada ao Terra Ruiva que se deslocou ao local comprovando a deplorável situação desta ermida erigida a alguns quilómetros da Vila. O telhado, que já se encontrava em mau estado, terá acabado por ruir aquando das fortes intempéries que se registaram este inverno, estando agora o interior da pequena igreja exposto aos elementos climatéricos.
Em Messines outra situação requer uma atenção urgente: a ermida da Nossa Senhora da Saúde corre o risco de ruir. Construída no cimo do monte, como

que a vigiar a povoação, enfrenta agora o risco de derrocada de uma das vertentes do cerro, sendo que a escadaria da ermida é uma prova visível do que está a acontecer.
Entretanto, há algumas semanas, o jornal barlavento publicou uma extensa reportagem onde dá conta do crescente vandalismo que tem atingido a Ermida da Sra. do Pilar, no Algoz. Sendo uma situação antiga, (data de 2002 o primeiro artigo publicado no Terra Ruiva sobre este assunto), o certo é que em todos estes anos não foi feita nenhuma intervenção decisiva que pusesse termo à situação de abandono em que a ermida se encontra votada.

Em outubro de 2014, Fábio Antão, membro eleito pelo PSD na Assembleia Municipal de Silves, apresentou um requerimento sobre a degradação da capela e solicitando medidas. Entretanto, os serviços da autarquia de Silves fizeram um levantamento do que seria necessário para não deixar o imóvel ruir e abrandar a degradação, para responder à Assembleia Municipal, em julho de 2015. Mas a capela encontra-se registada em nome de um particular que a terá doado à paróquia do Algoz e toda o processo está enredado judicialmente. A seguir, inevitavelmente, irá levantar-se a questão: quem paga as obras?
“Sendo propriedade privada, a Câmara não pode intervir diretamente” na capela, mas, no final do ano passado, a vereadora da Cultura, Luísa Conduto Luís, sentou à mesa do salão nobre, o padre Condeço, responsável da paróquia do Algoz, o proprietário do terreno, o presidente da União de Juntas de Freguesia de Algoz e Tunes, e um advogado da Diocese para resolver o imbróglio legal.
«Ficou acordado legalizar a situação. O padre Condeço referiu que a paróquia não tem dinheiro para recuperar o imóvel e que iria falar com o bispo. Até agora não tive qualquer retorno», acrescentou a vereadora ao «barlavento».







