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Mensagens de ódio no Apeadeiro do Algoz

apeadeiro do algoz

A existência de “mensagens de ódio” inscritas no apeadeiro do Algoz, no mesmo dia em que se comemora o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, foram hoje ( dia 27 de janeiro) denunciadas pela Comissão Coordenadora Distrital de Faro e Núcleo de Silves do Bloco de Esquerda.

 

“No dia 27 de Janeiro de 1945, os campos de extermínio do povo judeu foram libertados pelas tropas soviéticas. Por isso, hoje, decorridos 71 anos, comemora-se mundialmente o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto.
É, pois, de lamentar que passadas tantas décadas possa existir quem ainda defenda as tão horrendas ideias de Hitler, a hostilidade antijudaica, o anti-semitismo.
Disso mesmo se apercebeu a população algarvia, nomeadamente de Silves, no espaço público do seu concelho, hoje pela manhã, ao deparar-se com ofensas xenófobas, racistas, contra minorias étnicas e ainda islamofóbicas, no apeadeiro de Algoz, na linha férrea do Algarve”, adianta o BE.
A existência destas mensagens foi comunicada a várias entidades como a União de Freguesias Algoz e Tunes, Câmara Municipal de Silves e a Infraestruturas de Portugal, entidade da tutela da linha férrea que já declarou, ao diário online Sul Informação, que irá proceder de imediato à remoção destas mensagens.
“O racismo, a islamofobia e a xenofobia expressas revelam receio, ódio, hostilidade, preconceito e perpetuam estereótipos depreciativos e negativos sobre os povo” afirma ainda o Bloco de Esquerda que manifesta o seu repúdio por “imagens negativas em espaço público; ataques, abusos e violência; todo e qualquer tipo de discriminação; falta de reconhecimento e de respeito nas instituições públicas e pelas populações”.
“O racismo, a islamofobia e a xenofobia expressas”, acrescenta o BE, “envolvem ignorância e desinformação, muitas vezes sustentadas e perpetuadas por interesses de grupos sectoriais; envolvem a atribuição a toda uma comunidade as mesmas qualidades negativas sem diferenciação, apesar de serem observáveis em apenas alguns membros dessa comunidade; manifesta-se de diferentes maneiras – podendo ser maliciosa e directa, mas também subtil e indirecta, podendo ser expressa através de práticas institucionais assim como por individuais; é invasiva – pode afectar e afecta todos os aspectos da vida”.
“Cubra-se, portanto, para já e com urgência, esta parede da vergonha que nada dignifica os algarvios”.

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