Home / Sociedade / Ambiente & Ciência / Campanha da DECO: “Ajude a manter a sua praia limpa, apanhe três peças de plástico”

Campanha da DECO: “Ajude a manter a sua praia limpa, apanhe três peças de plástico”

Delegação Regional do Algarve

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO
No âmbito do projeto “Plástico à Vista! Livre-se Dessa Espécie!”

“Ajude a manter a sua praia limpa, apanhe três peças de plástico”

A DECO E O CCMAR INFORMAM…

O consumo excessivo de plásticos e a forma inadequada de como descartamos este material não biodegradável está a afetar gravemente a vida selvagem em ambientes marinhos e costeiros. No Algarve, este problema é particularmente grave para as aves marinhas que sofrem as consequências da presença de plásticos no seu habitat – tanto por entrelaçamento em peças de plástico como pela sua ingestão.
Uma vez ingerida, uma peça de plástico pode causar sangramento, obstrução do trato digestivo, úlceras ou perfurações do intestino. Pode ainda produzir uma sensação enganosa de saciedade, fazendo com que a ave não se alimente e, consequentemente, morra por inanição. Além disso, os plásticos ingeridos também podem expor os animais a compostos tóxicos que foram adicionados aos plásticos durante o seu processo de produção ou absorvidos do ambiente circundante. Um estudo recente conduzido pelos investigadores Katy Nicastro e Gerardo Zardi do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) em colaboração com o RIAS – Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, demonstrou que 43,4% das aves estudadas tinham ingerido plástico.

As gaivotas e as cegonhas são as espécies mais afetadas – em média, encontram-se 3,84g de plásticos nos seus estômagos. Os plásticos que ingerem são normalmente constituídos por poliestireno, polietileno e silício provenientes de embalagens de alimentos e de vedantes de portas e janelas. Nas cegonhas, em particular, verifica-se uma ocorrência elevada de elásticos (bandas de borracha) muito provavelmente porque este tipo de detritos se assemelha a minhocas, as quais são um alimento preferencial desta espécie.

“Uma clara conclusão da nossa investigação é que as taxas de ingestão de plástico por parte das aves marinhas aumentam com a sua exposição ao plástico” assegura Gerardo Zardi. “Quanto mais plástico for introduzido no oceano, maiores serão as taxas de ingestão de plástico em aves marinhas e, consequentemente, maiores as consequências para o ambiente”.

Contribua para combater os plásticos marinhos e siga a nova regra: apanhe pelo menos 3 objetos de plástico quando for à praia ou passear na zona costeira e traga-os para a reciclagem.

Veja Também

Assinados contratos de Reabilitação Urbana em Silves

Vários proprietários da cidade de Silves estiveram presentes na cerimónia de assinatura dos contratos municipais …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *