O executivo da União de Freguesias de Algoz e Tunes divulgou um comunicado com a “aguardada tomada de posição face a eventos recentes”.
Como já foi noticiado pelo Terra Ruiva, os “eventos recentes” a que se refere o executivo foram despoletados pelo pedido de demissão por “questões morais” da então presidente da Assembleia de Freguesia a que se sucedeu uma moção apresentada pelo PS e CDU para que fosse solicitada a intervenção da Direção Geral das Autarquias Locais, para analisar diversos aspetos da gestão desta União de Freguesias.
O facto destas situações terem chegado ao conhecimento público através de notícias publicadas no nosso jornal e o conteúdo das mesmas, não foi do agrado do executivo da UF que, neste seu comunicado, mais uma vez, se refere ao Terra Ruiva.
No seu documento o executivo da UF de Algoz e Tunes começa por enquadrar as competências do executivo e da assembleia, como resposta “à ideia latente numa série de afirmações políticas de que a assembleia não estaria a ter o devido funcionamento, por um controle opressivo” por parte do executivo.
Continua afirmando que, quanto aos elementos de gestão que foram pedidos ao executivo, quer pela presidente da Assembleia à data, Mariana Cabrita, quer pelos membros Fernando Rocha e Lúcia Custódio, que todos foram apresentados “sem qualquer tipo de constrangimento” e “sem qualquer bloqueio”.
O executivo afirma ainda ter respondido a todas as questões e dúvidas na assembleia extraordinária a 5 de abril de 2017 e ainda na sessão extraordinária a 8 de junho,” tendo todos os pontos sido esclarecidos da forma mais demonstrativa possível, inclusive com documentação que provava a veracidades das palavras”.
O executivo sublinha ainda que, além do pedido de fiscalização das contas da União de Freguesias que foi apresentado pela oposição, “pedido esse já realizado e sem nenhum tipo de desconforto”, o mesmo por “vontade própria” apresentou “ um outro pedido de fiscalização às contas ao IGF – Instituto de Gestão Financeira. O que a nosso ver denota um estado sério de consciência tranquila”, acrescenta.
A quem quiser mais esclarecimentos, diz que os mesmos serão apresentados na “ata da assembleia de freguesia de 08 de junho de 2017, que irá conter todo o discurso tido por parte do executivo”.
Seguidamente, o comunicado enuncia as várias situações levantadas nas últimas assembleias de freguesia e que foram publicadas em diversas ocasiões no Terra Ruiva, terminando com uma “consideração final” na qual “enaltece” a “participação e a qualidade” de todos os membros da Assembleia.
Afirmando-se “convictos de estarmos a cumprir com os nossos deveres” e a defender os interesses da freguesia, o executivo considera que o “aproximar de mais um ato eleitoral em outubro do presente ano, tenha feito com que tudo tivesse mais impacto e significados, no prejuízo da atividade do executivo” .
E termina acrescentando os dados dos últimos censos que revelam o crescimento de residentes e de postos de trabalho “numa freguesia cada vez mais atrativa”.
Comunicado completo, Aqui:Comunicado UF Algoz Tunes
O Terra Ruiva nas Assembleias
No mesmo comunicado, o executivo da UF de Algoz e Algoz exprime-se quanto à cobertura feita pelo Terra Ruiva sobre este assunto, considerando que: “em nosso entender vem sendo por parte do Jornal Terra Ruiva um constante resumir da atividade do executivo da União de freguesias a citações incompletas, descontextualizadas e não direcionadas para a construção de uma artigo coerente e correspondente às situações, no que nos parece a tentativa de gerar um certo sensacionalismo, aqui frisamos ser uma opinião deste executivo.”
Sobre este assunto, o Terra Ruiva, e neste caso concreto a sua diretora, Paula Bravo, a autora dos referidos textos, acata a opinião do executivo da UF de Algoz e Tunes, embora discorde por completo.
Como já foi lembrado noutras ocasiões públicas e na nossa publicação, desde o primeiro momento, antes da publicação de qualquer notícia, o Terra Ruiva procurou ouvir os esclarecimentos do presidente Sérgio Antão que não se mostrou disponível para os dar, por duas vezes, nem por telefone, nem presencialmente. Assim, toda a informação que nos foi transmitida e aquela que reproduzimos para os nossos leitores foi a que ouvimos nas várias assembleias de freguesia a que assistimos ( três).
Naturalmente quando se assiste a uma assembleia que se inicia às 21h e termina à meia-noite, há que fazer uma seleção dos factos, das citações, tem que se hierarquizar informação de forma a que se construa uma notícia. Esse trabalho é da responsabilidade do jornalista e foi feito com rigor, procurando dar voz às várias partes.
Esta tem sido a nossa postura e continuará a ser. E julgamos que neste caso também fizemos o nosso trabalho como deve ser feito. Notámos até que no comunicado do executivo à população não são referidas várias questões colocadas pelos membros do PS e da CDU eleitos na Assembleia de Freguesia, mas apenas as que foram consideradas mais relevantes pelo Terra Ruiva e por isso apresentadas nas nossas notícias.
Não compete ao Terra Ruiva avaliar a atuação de um órgão autárquico, mas o de informar quando algo de positivo ou de negativo acontece. Da nossa parte, reafirmamos tudo o que foi escrito e publicado anteriormente e que pode ser lido aqui:
Março 2017 : https://www.terraruiva.pt/2017/03/09/gestao-da-uniao-freguesias-algoz-tunes-posta-causa/
Julho: https://www.terraruiva.pt/2017/06/28/presidente-sergio-antao-da-explicacoes-assembleia-freguesia/






