A Câmara Municipal de Silves é uma das autarquias que disponibiliza transporte para as mulheres que queiram participar nas iniciativas do Movimento Democrático das Mulheres (MDM) que assinalam, em Faro, o dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.
Em Faro, as comemorações iniciam‑se com a Manifestação Nacional de Mulheres, com uma concentração, às 15h, na Rotunda do Km 738 da Av. Calouste Gulbenkian.
Às 15h30, tem início o desfile pela mesma avenida, em direção ao Teatro das Figuras , onde haverá uma atuação da Tuna Feminina Feminis Ferventis.
A partir das 17h, abrem‑se as portas do Grande Auditório do Teatro das Figuras, para as Comemorações Culturais do Dia Internacional da Mulher, com um programa que cruza diferentes expressões artísticas, num espetáculo solidário e popular com : Novas Vozes D’Ossónoba – Canto Coral; CDA – Companhia de Dança do Algarve – Dança; Luís Galrito & António Hilário – Música Popular Portuguesa; Fado – Yasmin da Silva, acompanhada por Aníbal Vinhas (Viola de Fado) e Ricardo Martins (Guitarra Portuguesa); e Joana Gonçalves & Os Terra Forte (Serpa) – Cante Alentejano
Os bilhetes têm o valor solidário de 3,00 euros e encontram‑se à venda na bilheteira do Teatro das Figuras, de terça a sábado, das 13h00 às 19h30 (exceto feriados).
Trata‑se de uma coprodução do TMF, com o apoio da Câmara Municipal de Faro, União de Freguesias da Cidade e Juntas de Freguesia do Concelho, Movimento Sindical Unitário, Câmara Municipal de Lagos e Câmara Municipal de Silves, que asseguram também transporte para que as mulheres dos respetivos concelhos possam participar no espetáculo em Faro.
Deslocações organizadas
É assegurada deslocação em autocarro, mediante inscrição:
- De Silves
- Partida: 14h00
- Local: paragem junto ao Rio Arade
- Paragens: Messines (14h20 – paragem Rodoviária) e Vale Paraíso (14h40)
- Contactos: 933 200 559 / 918 906 815
«Vida com dignidade. Direitos com igualdade»
O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) assinala o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, com uma Grande Manifestação Nacional de Mulheres, já confirmada em 16 localidades de norte a sul do país, num forte momento de mobilização coletiva pelos direitos, pela dignidade e pela igualdade.
Baixos salários, precariedade, degradação dos serviços públicos, desigualdades persistentes e violências em múltiplas formas estão no centro das preocupações das mulheres. A mensagem é clara: quando as mulheres se organizam, a indignação transforma‑se em força – e juntas, na rua, somos imparáveis.
Não nascemos para “aguentar” nascemos para transformar!
Sob o lema «Vida com dignidade. Direitos com igualdade», o MDM convoca mulheres de todas as idades e profissões para um dia de afirmação, luta e visibilidade.
Num contexto de:
- agravamento das desigualdades e da precariedade laboral,
- aumento do custo de vida,
- degradação dos serviços públicos,
- e persistência de violências e discriminações,
As mulheres dizem basta. Recusam continuar a “aguentar” e rejeitam qualquer retrocesso nos direitos conquistados.
Da violência doméstica ao namoro, do local de trabalho à exploração na prostituição, da Objectificação do corpo feminino à banalização da agressão na rua e no espaço digital, permanece um conjunto de violências que exige respostas públicas firmes, políticas de prevenção eficazes e um compromisso real do Governo com a proteção das mulheres. A Manifestação Nacional de Mulheres será um palco central para dar rosto e voz a estas realidades e para recolocar na agenda mediática a urgência de políticas consequentes e recursos à altura dos discursos.
Este ano, o 8 de Março assume também um significado particular para as populações atingidas pelo mau tempo, onde a destruição de infraestruturas e serviços teve impacto direto na vida de milhares de pessoas.
Quando o Estado falha, são as mulheres que ficam na linha da frente a segurar famílias, a cuidar de crianças e idosos, a garantir o essencial ao funcionamento das comunidades. O MDM quer tornar visível esta realidade e afirmar que a solidariedade é importante, mas não chega:
Reconstruir é um direito, não uma promessa.
É dever do Governo garantir apoios efetivos, reconstrução célere, proteção do emprego, defesa dos postos de trabalho e condições de vida dignas para todas as pessoas afetadas.






