O poeta silvense Nero foi convidado para representar Portugal e a poesia portuguesa em Marrocos, no 1.º Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tetuão, que decorre de 9 a 13 de dezembro.
Nero irá apresentar o seu mais recente livro “Akbar — Lunário Poético duma Alma ainda Árabe”, lançado em abril, em Silves.
O ano de 2025 tem corrido de feição para este poeta, nascido em Vales de Pêra e atualmente residente na freguesia de São Bartolomeu de Messines: depois do lançamento de “Akbar” em Silves, cidade à qual o livro é dedicado, de apresentações em várias cidades portuguesas e da participação em eventos de renome como o Festival MED (em Loulé), a Feira Medieval de Silves ou a Feira do Livro de Lisboa e da recente distinção como “Melhor Mestre” pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o poeta, recitador e professor de Português e de Literatura Portuguesa estará em destaque no 1.º Festival Internacional de Cinema e Literatura de Tetuão, em Marrocos.
Organizado pela Associação Saraya para a Criatividade, o festival terá em competição diversos filmes internacionais e nacionais marroquinos.
O evento terá uma natureza híbrida, uma vez que se notabilizará, também, pelo cartaz literário, em estreita colaboração com o projeto “Poesias do Mundo”, que Nero integrará ao lado de poetas como Raquel Zarazaga (Espanha), John E. Contreiras (Venezuela), Ivan Phillips (Inglaterra), Anas Fathouni (Marrocos) ou Abdelmottalib Maimouni (Marrocos). “Poesias do Mundo” é um projeto literário, multilingue e multicultural, criado em 2016, por Tápê.
Nero é autor das obras Oceano — O Reino das Águas (2021), Telúria (2023) e de Akbar — Lunário Poético duma Alma ainda Árabe: espécie de almanaque espiritual, viaja às origens e à expansão da fé islâmica, numa toada simbólica e mística, meditando sobre as razões de deus e dos Homens.
Esmeralda Lopes Alves, especialista em Literatura Portuguesa e crítica da obra, acrescenta: “’Akbar’ é uma obra singular, porque em pleno século XXI, quando o mundo parece desmoronar-se, há um poeta que nos devolve uma parte de nós, adormecida, e nos obriga a revermo-nos por dentro.»






