O novo proprietário da Fábrica do Inglês divulgou há dias o projeto de recuperação e requalificação que pretende desenvolver neste espaço icónico da cidade de Silves.
Uma mensagem nas redes sociais, dirigida aos “prezados habitantes de Silves e arredores” foi a forma escolhida por Erik De Vlieger para fazer o ponto de situação sobre o que encontrou nos edifícios degradados e os objetivos a que se propõe.
O promotor começa por falar do “processo bastante difícil” de aquisição da Fábrica do Inglês “ a investidores do Norte de Portugal”, “visto que um banco português e três fornecedores tinham instaurado penhoras sobre o imóvel”.
Concluída a aquisição por parte das suas empresas, Carvoeiro Branco Lda e Antrix SA, foi tempo de perceber em que estado se encontrava a Fábrica do Inglês e, segundo Erik De Vlieger”, “os belos edifícios caíram num estado de degradação alarmante que me deixaram de coração partido”.
Na sua mensagem acrescenta que: “Não quero apontar o dedo a ninguém (exceto ao banco, que não assumiu a sua responsabilidade cultural, apesar do que apregoa nos seus relatórios anuais), mas a degradação dos edifícios é, de facto, muito séria. Em publicações anteriores, vi algumas pessoas culparem a Câmara Municipal injustamente. A verdade é que o município não tinha qualquer poder sobre os antigos proprietários nem sobre o banco.”
No que respeita à reabertura do Museu da Cortiça que foi, desde o início do processo, anunciada pelo promotor, é anunciado que já foi contratada uma pessoa “com o objetivo de reabrir o museu o mais rapidamente possível”, para o que conta com o apoio da Câmara de Silves.
A Casa de Chá, que chegou a um estado “vergonhoso”, com o “telhado a apodrecer” irá ser recuperada “o mais rápido possível”.

Na Zona Este/Nascente serão reconstruídos os edifícios existentes, “respeitando a sua volumetria e estrutura”, mas serão requalificados “para 12 pequenas moradias tipo “villas urbanas” para arrendamento. Um dos edifícios mais pequenos, do lado sul, vai ser também requalificado para acolher o escritório das empresas promotoras. “Está na hora de a maior promotora em mãos algarvias se instalar em Silves”, diz Erik De Vlieger.
O projeto engoba ainda a construção de um “hotel acolhedor com 40 a 45 quartos na zona central, onde atualmente se encontram os edifícios de vidro e estrutura metálica” e também “ a construção de um número reduzido de habitações na zona norte” onde se situava a tenda de espetáculos e o parque subterrâneo”.
Os jardins serão igualmente reabilitados “embora, neste momento, ainda não exista um plano concreto para esta área”.
No final, o promotor Erik De Vlieger explica que ainda não existe um calendário definido para estas ações, até porque estão sujeitas à aprovação de outras entidades e refere que espera “sinceramente que as entidades em Silves, Faro e Lisboa não nos travem com burocracia desnecessária.”
Da parte das suas empresas “ não faltará empenho” e “todas as pessoas que trabalham na Carvoeiro Branco e na Antrix têm orgulho em fazer parte deste projeto e desta tentativa de reabilitar um espaço tão importante para Silves e para todos!”







