Ensinou o Lunario Perpetuo – Prognostico Geral e Particular para todos os Reinos e Províncias – composto pelo valenciano Jeronymo Cortez, traduzido por Antônio da Silva Brito e publicado em mais uma edição, em 1927, pela Livraria Editora, que:
“Mez se deriva de metior, miritis, que quer dizer medir, é uma das 12 partes em que se divide o arino. Tres maneiras ha de meses;
Mez Usual é aquelle que se põe nos calendários; e porque toda a Igreja Romana usa delle, por isso se chama usual.
Mez Solar se chama aquelle espaço de tempo que se detem o Sol em passar por um dos 12 signos. Mez Lunar é em Tres maneiras: Mez de Peragração é aquelle espaço de tempo que se detem a Lua em passar por todos os 12 Signos, que é em 27 dias, 7 horas e 43 minutos. Mez de Consecução é aquelle tempo que tarda a Lua apartando-se do Sol, até que com seu próprio movimento se torna a juntar com o Sol, este espaço é de 29 dias, 12 horas e 44 minutos e 3 segundos. Mez de Apparição, ou Medicinal, conforme os médicos, é aquelle espaço de tempo que a Lua se detém desde que a vemos Nova, depois da conjunção, até que a tornamos a ver Nova, passada outra conjunção“.
Acontece que os meses não têm o mesmo número de dias. E o povo, na sua sabedoria, inventou estes versos que muito bem resolvem a questão:
Trinta dias tem novembro
Abril, junho e setembro
Fevereiro vinte e oito tem,
Se for bissexto mais um lhe dêem.
E os outros que sete são
Trinta e um todos terão.
Vejamos, pois, através do Lunario Perpétuo, como foi e por que surgiu o ano bissexto.
“Julio Cesar, 45 anos antes da vinda de Jesus Cristo ao mundo, institui o anno que ainda usamos de 365 dias e 6 horas, quantidade que não é exacta porque vemos claramente adiantar-se o tempo e anteciparem-se os equinocios como se demonstrou que desde o concilio de Nicéa que foi 325 annos depois da vinda de Cristo até o anno de 1700 se anteciparam 11 dias.
Se este erro não fora notado e corrigido no anno de 1582, chegaria a ser tão considerável que. ao cabo de muitos annos o inverno cairia em junho e o verão em dezembro, como sucederia aos povos que não admitem a correção gregoriana que adiante explicaremos.
EI – Rei D. Afonso X e os insignes mathemáticos do seu tempo investigando a perfeita medida do anno acharam que tinha 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 2 segundos, d’onde se prova não poder dar-se de 4 em 4 annos um dia inteiro porque faltam em cada anno 10 minutos e 48 segundos.
A Igreja usa do anno instituído por Júlio Cesar, tomando cada anno 6 horas completas, e formando com elias um dia inteiro de 4 em 4 annos, mas como isto produzia a antecipação dos equinócios que referimos, o Santo Papa Gregório 111 ordenou que se reformasse o Calendário no dito anno de 1582, a 5 de outubro tirando 10 dias d’ste mês e mudando a letra Dominical que então era G em C.
E para não tornar-se a antecipar-se ordenou que em cada período de 400 annos se suprimissem 2 dias, isto é, os três primeiros annos centésimos que deveriam ser bissextos, não o fossem, e o quarto ficasse como d’ntes bissexto e assim por diante. 0 primeiro dia que se suprimiu foi em 1700, o segundo em 1800 e o terceiro em 1900, deixando de se suprimir no ano 2000, e assim com esta reforma durante muitos séculos não se conhecerá diferença notável. Chama-se a isto correção gregodana.
Os povos que não tem admitido esta correção no Calendário principiam a contar o ano em 13 de janeiro; o Turco a 7 de setembro, os Judeus a 6 do mesmo mês; os Egípcios a 6 de julho; os Persas a 4 de setembro; e os chins a 10 de fevereiro”.
Temos assim o ano bissexto. E o que significa a palavra bissexto? A palavra. bissexto vem do latim, bisextus, que significa duas vezes sexto, de vez que em lugar de o ano ter 365 dias, tem 366 (o número 6 duas vezes).
E como é que se sabe que o ano é bissexto? O ano é bissexto quando é divisível por quatro
Contam coisas interessantes a respeito do ano bissexto.
Na Escócia, por volta do ano de 1288, foi promulgada uma lei determinando que quando o ano fosse bissexto, as mulheres, moças e velhas, ricas e pobres, tivessem o direito de, durante todo o ano, escolher, entre os solteiros, o que elas desejassem para marido. E se o escolhido não concordasse com o casamento, teria que pagar uma multa de acordo com suas posses. Uma lei semelhante também foi promulgada na França e, no século XV, o costume também foi legalizado em Génova e em Florença, na Itália.
O ano bissexto não é visto com bons olhos pelo povo. O povo tem medo do ano bissexto, ano em que sempre acontecem guerras, calamidades, inundações, coisas más que atrapalham a vida das pessoas e espalham a morte, as lágrimas, o sofrimento.
E as pessoas que nascem no dia 29 de Fevereiro? Geralmente são registadas na data anterior ou no dia seguinte ao do nascimento, que é para não causar problemas às pessoas, no que se refere a documentos. Já que estamos vivendo um ano bissexto, vamos a ele. Vamos aguardar os acontecimentos.
(Texto publicado pela 1ª vez na edição do Terra Ruiva, nº 43, fevereiro de 2004)
Sobre o Lunario Perpetuo, com base em dados recolhidos na Wikipédia: 
Lunario Perpetuo é o nome pelo qual ficou mais conhecido um almanaque ilustrado com xilogravuras composto por Jerónimo Cortés e publicado em Valência em 1594, e reeditado inúmeras vezes ao longo de séculos, com variações em seu título e conteúdo. O título completo original era “Lunario perpetuo el qual contiene los llenos y coniunciones perpetuas de la Luna, declarando si seran de tarde o de mañana. Con la prognosticacion natural, y general de los tiempos; y de los effectos e inclinaciones naturales que causan los Signos y Planetas en los que nacen debaxo de sus dominios. Finalmente contiene algunas electiones de medicina, navegacion y agricultura, sin otras cosas de consideracion y provecho; con un regimiento de sanidad a la postre.”
Este almanaque surgiu numa época em que tais publicações eram populares, favorecidas pela recente invenção da imprensa de tipos móveis, que tornou os livros acessíveis ás pessoas com menos rendimentos. Para muitos camponeses os almanaques foram os únicos livros que leram em suas vidas, e onde aprenderam as primeiras letras.
Como seus congéneres, o Lunario Perpetuo oferecia conselhos e orientações sobre os mais variados aspetos da vida, incluindo tabelas das fases da lua, dos eclipses do sol e das festas móveis, previsões do tempo, horóscopos, elementos de direito, navegação, teologia, saúde, agricultura, maneiras de interpretar o comportamento dos animais, biografias de santos e papas, e outros dados de interesse geral. Gozou de amplo favor das elites bem como do povo, recebendo muitas reedições, sendo um dos livros escritos em castelhano mais populares de todos os tempos.
O seu autor, ativo entre o fim do século XVI e o início do século XVII, ganhou reputação como excelente astrólogo e matemático, e como um investigador da natureza.
O livro foi expurgado pela Inquisição em 1632, tendo como base a edição de Barcelona de 1625. Depois de revisto, circulou principalmente com o título de El Non Plus Ultra del Lunario y pronostico perpetuo, general y particular para cada Reyno y Provincia, mas popularmente se tornou conhecido apenas como Lunario Perpetuo, Lunario ou mesmo Prognostico.
Foi publicado em português pela primeira vez em 1703, com tradução de Antônio da Silva de Brito. Logo se tornou muito popular no Brasil. Ainda hoje ele exerce fascínio e se mantém como uma referência na cultura popular nordestina.






O CALENDÁRIO
O Calendário Romano, no início da fundação de Roma, tinha apenas 10 meses (começando em Março e terminando em Dezembro) e era apenas lunar, não coincidindo, por esse motivo, com o real desenrolar das Estações do Ano, ou seja, com o ano solar.
Segundo a tradição, o primeiro calendário romano terá sido criado por Rómulo, o fundador de Roma, cerca de 753 a.C., que o iniciou, no Equinócio da Primavera.
Contava apenas com 304 dias, não cobrindo o período do Inverno, pelo facto de não haver interesse em contar com essa parte do ano.
Usava os ciclos lunares, que duram, aproximadamente, vinte e nove dias e meio.
Embora tivessem consciência do ano solar, os Romanos dos primeiros tempos não sabiam medi-lo com precisão.
Esta calendário romano das origens iniciava-se com o princípio das tarefas agrícolas, ou seja, em Março, pelo que é este o primeiro mês do ano.
Ignoravam a época agrícola pouco propícia do Inverno, para efeitos de calendário.
Os meses iniciais do ano eram os seguintes:
1 – Martius (dedicado a Marte, deus da guerra, que, de início, era também da vegetação)
2 – Aprilis ( do lat. “aperire”, abrir, em que a Natureza “se abria” num novo ciclo vegetativo)
3 – Maius (de Maia, divindade da fecundidade, da floração e da Primavera)
4 – Iunius (em honra de Juno, esposa de Júpiter, que presidia aos matrimónios)
5 – Quintilis (quinto mês)
6 – Sextilis (sexto mês)
7 – September (sétimo mês)
8 – October (oitavo mês)
9 – November (nono mês)
10 – December (décimo mês)
Mais tarde, por volta do ano 713 a.C., Numa Pompílio, o segundo rei da cidade, corrigiu a lacuna do primeiro calendário, procurando combinar as fases lunares com o ano solar e acrescentou-lhe, no final, os meses de Janeiro e Fevereiro, passando o calendário a ser integrar 355 dias.
Contudo, ficou ainda com um erro de 11 dias, em relação ao ano solar.
Os meses que Numa Pompílio acrescentou:
11 – Januarius (do Jano, deus com duas caras, personificando a entrada e a saida – do ano – que lhe permitiam ver o passado e o futuro; é também considerado o deus das portas – em que se entra e sai – , sendo que a nossa palavra “janela” é um diminutivo do lat. janua, porta).
12 – Februarius (do lat. februare, purificar, expiar, visto que, este mês era dedicado pelos Romanos às cerimónias de purificação, que incluíam oferendas para apaziguar os maus espíritos, que enviavam doenças e febres, sendo que a nossa palavra “febre”, do lat. febris, tem a mesma origem).
Porém, como acima escrevi, mesmo com 355 dias, o calendário de Numa Pompílio ainda não coincidia com o ano solar, pelo que se lhe juntavam, de 2 em 2 anos, um mês adicional de 22 ou de 23 dias.
Estes ciclos, imaginados de 4 em 4 anos, que procuravam fazer a correcção do calendário anterior e aproximação à realidade solar anual, tinham a seguinte quantidade de dias :
355 (lunar) + 377 + 355 (lunar) + 378 = 1465, o que perfazia a média anual de 366,25 dias, que dava ainda um excesso de 4 dias a mais, em relação ao que se pretendia atingir, ou seja, 1461 dias.
Estava incumbida ao “Pontifex Maximus”, o Pontífice Máximo, o mais importante sacerdote do colégio sagrado, a função de chamar o povo, no primeiro dia (as Calendas) de cada mês romano, para anunciar solenemente as cerimónias para o mês corrente, as quais eram afixadas numa placa designada por “Calendarium”, palavra de que resultaria o nosso “calendário”.
Em Roma, os Pontífices eram uma espécie de sacerdotes técnicos e encarregados de redigir o calendário anual, com os seus “dies fasti et nefasti”, isto é, dias propícios ou não para celebrar negócios, juntar assembleias e, mesmo, para fazer ou não a guerra.
A palavra “calendário”, por sua vez, provém do verbo lat. calare, gritar, chamar, presente em palavras como clamar, clamor, declarar, exclamar, reclamar ou proclamar, através do verbo lat. c(a)lare, com a epêntese do “a”, o qual nos deu igualmente o termo “classe”, designação genérica das 5 divisões, em que Sérvio Túlio dividiu a população romana.
Era também uma atribuição do Pontífice Máximo a função a acrescentar o mês adicional de 22 ou 23 dias ao calendário anterior, a que acima se fez referência.
Vem a propósito relembrar uma expressão que muito usamos, no nosso dia-a-dia : “enviar para as Calendas gregas”, ou seja, para o “dia de São Nunca”.
Tem origem no facto de os Gregos não terem Calendas.
Júlio César teria, mais tarde, de voltar a reformar o calendário, tendo recorrido, para o efeito, ao astrónomo Sosígenes da Alexandria.
Reduziu os quadriénios de 1465 dias a 1461, a fim de corrigir o erro do calendário anterior, conseguindo, então, uma grande aproximação ao ano solar.
A partir desta reforma, denominada de Calendário Juliano, os anos passaram a ter o seguinte ciclo, em cada 4 anos, a saber : 365 + 365 + 365 + 366 = 1461, o que perfazia, agora, a média anual de 365,25 dias, que, esta sim, coincidia com a realidade solar de cada ano.
Após esta reforma, os meses passariam a ter vários números de dias como temos actualmente, com meses de 30, 31 e 28 dias, não havendo nenhum de 29.
Uma vez que os anos não se podem, obviamente, dividir em partes decimais (365,25), haveria que se encontrar uma solução para manter o ciclo correcto quadrianual que se tinha encontrado, ou seja, 365 + 365 + 365 + 366 = 1461 dias.
Para isso, retirou-se a parte decimal 0,25 da média anual 365,25, que foi colocada num único ano ( 0,25 x 4 = 1 dia ) e foi transformada no 29 º. dia do mês de Fevereiro.
Então, como todos sabemos, passou a juntar-se o dia 29 ao mês de Fevereiro, de 4 em 4 anos, para que não houvesse desfasamentos nem erros, em relação ao ano solar.
Com a morte de Júlio César, foi-lhe dedicada a imortalidade, no 5º. mês (o antigo mês Quintilis), que se passou a chamar “Iulius”.
Mais tarde, o Senado Romano haveria de decretar que o 6º. mês (o antigo mês Sextilis) se passasse a chamar “Augustus”, em honra do imperador Octávio Augusto e, para que não ficasse discriminado, em relação ao seu tio-avô, Júlio César, também o seu mês passou a ter 31 dias, tendo sido, para o efeito, retirado 1 dia ao mês de Fevereiro, o que explica o número mais reduzido de dias deste mês.
No âmbito desta mexida, foi feita uma reorganização dos dias dos meses para ficar como hoje a conhecemos – mantendo, embora, os 1461 dias em cada quadriénio.
Foi apenas com o Papa Gregório XIII, no século XVI, que foi efectuado um ajustamento ao Calendário Juliano, visto que se observou que este se tinha adiantado cerca de 10 dias, correcção que foi feita, assim como a definição – já com mais conhecimentos e meios mais avançados – de que o ano exacto era de 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos e não de 365 dias e 6 horas, como vinha do Calendário Juliano.
O Calendário Gregoriano é aquele que é usado na maioria dos países.
O ANO BISSEXTO
Como nota introdutória, convirá fazer a apresentação prévia de três dias especiais do calendário romano :
– CALENDAS : nome do primeiro dia de cada mês, donde resultaria “calendário”; este dia correspondia, inicialmente, à Lua Nova ; era também o dia para os Romanos pagarem as contas, sendo que, por esse facto, ninguém gostava das Calendas ;
– NONAS : ( nonae de nonus : significa 9 ) estes dias tinham lugar, em cada mês, 9 dias antes dos idus e, dependendo do mês, podia ser o 5º. ou o 7º. dia, ou seja, o dia em que ocorria o Quarto Crescente da Lua ;
– IDOS : também dependendo do mês, podiam ser o 13º. ou o 15º. dias, antes do último dia de cada mês, coincidindo com o dia de Lua Cheia.
Enquanto, actualmente, quando queremos indicar um determinado dia, dizemos “o dia 25 de Abril” ou “o dia primeiro de Dezembro” ou “o dia 17 de Maio”, os Romanos, para referir o dia desejado faziam-no, de um modo regressivo.
Ou seja, em Latim, um determinado dia indicava-se do modo seguinte.
Por exemplo, no dia 27 de Abril, o sacerdote proclamava que era o “Ante diem quintum kalendas maias”, que se pode traduzir como “o quinto dia antes do primeiro de Maio” ou “o dia em que faltavam 5 dias para o dia 1 de Maio”.
Ou ainda, se fosse o caso, o dia 23 de Maio, o sacerdote proclamaria o dia, como sendo o “Ante diem decimum kalendas Iunias”, isto é, “o décimo dia antes do primeiro de Junho” ou “o dia em que faltavam 10 dias para o dia 1 de Junho”.
“Bissextos” porquê ?
Como os Romanos não tinham o dia 29 de Fevereiro, que apenas se conta, de 4 em 4 anos, então, no ano em que tinham de acrescentar mais 1 dia ao mês de Fevereiro, para contornar e resolver a questão, consideravam o dia 24 de Fevereiro duas vezes, o qual seria o “24-bis”.
Assim tinha de ser, com mais 1 dia, porque fazendo a contagem até ao dia 1 de Março seriam apenas 5 dias.
Então, a solução foi considerar por 2 vezes a contagem do dia 24 de Fevereiro desse ano, que ocorre de 4 em 4 anos, nos anos chamados bisextilis ou “anos bissextos”.
Deste modo, o sacerdote encarregado de anunciar este dia, anunciavá-lo,
da seguinte maneira : “Ante diem bis sextum kalendas martias”, literalmente, “Hoje é o dia ‘bis sexto’ antes do primeiro de Março”.
Desta frase, da sua parte “bis sextum”, derivou o adjectivo bissexto.
MÊS e LUA
A prova actual de que os Antigos, desde tempos imemoriais, faziam a medição do tempo em completa sintonia com o ciclo da Lua pode ser encontrada nas próprias Línguas e nas palavras “mês” e “Lua”, que têm, rigorosamente, a mesma raiz.
Podemos ver, nas Línguas pertencentes à mesma família Indo-Europeia, a origem comum dos dois léxicos “mês” e “Lua”, a saber :
– Em Alemão : mês, Monat ; Lua, Mond
– Em Inglês : mês, month ; Lua, moon
– Em Latim : mês, mensis, mensis
– Em Grego : mês, mḗn, mēnós ; Lua, mḗnē, mḗnēs
Recebemos várias palavras desta raiz, tais como, entre outras :
– menisco, cartilagem do joelho, em forma de Lua
– menorréia, corrimento mensal feminino
– menstruação, idem
– menopausa, desaparecimento do ciclo menstrual mensal na mulher
P.S. – Com o devido respeito, quem escreveu o texto, na sua parte inicial, suponho que quis dizer, não “metior, mitiris”, mas sim “metior, metiri, mensus sum” (donde : mensurável), verbo com o significado de “medir, estimar”, que, este sim, é um verbo depoente latino, cognato do grego mḗn, mēnós, mês.
Quer o verbo latino “metior, metiri, mensus sum”, medir, quer o grego “mḗn, mēnós”, mês, derivam da mesma raiz indo-europeia, que encerra a ideia geral de “medir”, sendo que transposto para o assunto que está a ser tratado, neste pequeno escrito, ambos se referem à “medição” do ano em meses.
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