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Terra Ruiva > Sociedade > História & Património > Pedra a pedra em Vale Fuzeiros – Assim se trabalha com o grés de Silves
História & PatrimónioSociedade

Pedra a pedra em Vale Fuzeiros – Assim se trabalha com o grés de Silves

Paula Bravo
Última Atualização: 2026/Fev/Sex
Paula Bravo
3 semanas atrás
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O mestre António Gomes
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Em pleno território do Geoparque Algarvenis, na freguesia de São Bartolomeu de Messines, a característica pedra ruiva, o grés de Silves, ganha cada vez mais relevo na paisagem, com novas e/ou renovadas construções a pontuarem o branco das paredes com esta cor.

Recentemente, um amigo chamou-nos a atenção, têm de ir conhecer e falar com o mestre António Gomes, ver o trabalho que ele está a fazer com o grés de Silves.

Dito e feito. Seguimos pela estrada de Vale Fuzeiros, ladeada, toda ela, pelas pedras e terra ruivas, até à morada indicada. A casa, totalmente reconstruída, permite que o olhar se estenda pelos vales da serra algarvia. No exterior, o verde das árvores não é suficiente para “abafar” a cor vermelha desta terra. Aqui encontramos António Gomes, 63 anos, construtor, que há algum tempo se dedica a trabalhos com esta pedra local.

O mestre António Gomes

Neste caso, estão a ser utilizados os recursos encontrados no próprio terreno, escavado e dividido em patamares. São estas pedras que passam depois pelo crivo de António Gomes, até se transformarem no que vemos: muros, degraus, objetos decorativos.

O primeiro passo, diz-nos, é escolher a pedra adequada. É necessário que tenha o tamanho correto e que encaixe no lugar a que se destina, “não é pegar e colocar de qualquer maneira, não pode ficar torta, não deve haver buracos”, explica.

Escolhida a pedra tem que se ajustá-la. Por vezes cortar, endireitar, desgastar algum lado.

O trabalho é feito de forma manual, pedra a pedra

O grés de Silves é uma pedra “mole”, fácil de trabalhar, considera António Gomes. Uma pedra muito diferente da dureza do granito, com o que o seu avó trabalhava, no seu lugar de nascimento, em São Pedro do Sul, perto de Viseu. O próprio António passou por esse trabalho, até vir para o Algarve, aos 22 anos. Aqui desenvolveu a sua atividade profissional enquanto construtor civil, atividade que abandonou há algum tempo, principalmente porque se deparava com “muita dificuldade em encontrar pessoal para trabalhar”. Agora, dedica-se só ao trabalho com o grés. E trabalho não lhe falta, tanto que não tem capacidade para aceitar todos os pedidos que lhe são feitos. “Tenho trabalho até à reforma e mais, se aceitasse. Tenho dito que não a muitas pessoas, porque não consigo”.

A morosidade deste trabalho, praticamente todo feito de forma manual, pedra a pedra, é um dos factores a levar em conta.

Sendo um trabalho que implica alguma dureza, “não se encontra quem queira fazer”, lamenta António Gomes. Algumas pessoas ainda fazem alguns objetos mais pequenos e há artesãos a utilizar o grés em peças decorativas, mas este trabalho de construção de muros, degraus, paredes, exige outro tipo de esforço e competência que, como em tantos casos, não se torna apetecível para a maioria das pessoas. E jovens para seguir esta arte, nem vê-los. E algum que venha, logo desiste.

No “antigamente” o grés sustentava várias atividades económicas na freguesia de São Bartolomeu de Messines, sendo esta pedra enviada para todo o país, na forma de “rebolo” ou faixa, para pedras de amolar como abrasivo dos metais cortantes, ou em pó para polimento de metais.

Era usado também como material de construção, em revestimento de paredes, de portas e janelas, ladrilhos e capeamentos. Vários edifícios em Vale Fuzeiros ou na Vila de São Bartolomeu de Messines e arredores testemunham ainda essa utilização. Atualmente, o incremento do turismo local, com a criação de alojamentos locais que privilegiam o tradicional e característico da região, tem contribuído para a recuperação deste material.

Para António Gomes, esta é a sua vocação: “Gosto disto, de trabalhar com a pedra”, diz simplesmente.

Em Vale Fuzeiros, os turistas que mais tarde virão pernoitar nesta casa irão talvez admirar esta terra e estas pedras de cores diferentes. E passar as mãos pelos muros talhados, compostos por dezenas de pedras únicas. Sentirão a terra ruiva?…

O grés bem presente na casa

A questão que permanece é, no entanto, menos bonita e transversal a uma série de atividades tradicionais – como garantir o seu futuro? Pergunta que se faz, necessariamente. Mas o futuro de uma arte, de um trabalho, qualquer que ele seja, só pode ser garantido se houver alguém que lhe tenha amor, vontade de se dedicar.

Passa também pela divulgação deste trabalho e da sua valorização, “temos que divulgar estes trabalhos, porque senão um dia acabam”, como dizia o amigo que nos conduziu neste percurso pelo trabalho no grés.

 

 

 

 

 

 

 

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PorPaula Bravo
Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascida em 1963. Licenciada em Comunicação Social. Desde 1986, trabalhou em vários órgãos de comunicação nacionais e regionais. Dirigente associativa. Fundadora e diretora do Terra Ruiva desde abril de 2000.
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