Apesar da instabilidade das condições atmosféricas, mantém-se os eventos de Carnaval programados.
A exceção é o Desfile Escolar em Armação de Pêra, previsto para amanhã, dia 13 de fevereiro e que foi cancelado. No caso dos desfiles escolares do Agrupamento de Escolas de Silves, a Direção divulgou as alternativas, caso o tempo piore.
As grandes comemorações, o Carnaval em Messines e o Carnaval Trapalhão em Armação de Pêra permanecem sem alteração até ao momento desta publicação.
Bailes de Carnaval
. Em São Marcos da Serra, no dia 13 de fevereiro, a partir das 21h, na sede do Serrano Futebol Clube, com o acordeonista Luís Godinho-
. Em Alcantarilha, na sede da Sociedade Recreativa Alcantarilhense, nos dias 14 e 16 de fevereiro, com os acordeonistas Paulo Coelho e Filipe Romão, respetivamente.
Desfiles Infantis
– Em São Marcos da Serra, às 10h, desfilam os alunos do Jardim de Infância e EB 1 de São Marcos da Serra. Organização do Agrupamento de Escolas de Silves com o apoio da Junta de Freguesia de São Marcos da Serra.
– Em São Bartolomeu de Messines, às 10h30, no Parque de Feiras e Exposições, haverá o Desfile de Carnaval Escolar, com o tema “Circo das Emoções”.
– Em Silves, no dia 13 de fevereiro, das 10h às 12h, as Escolas saem à rua: Escola Básica nº 1, Escola Básica nº 2 e Jardim de Infância, Escola Garcia Domingues, Jardim de Infância de Silves e outras entidades convidadas. Organização do Agrupamento Escolas de Silves.
– Em Silves, no dia 14 de fevereiro, às 15h, na avenida, Desfile dos Amigos dos Pequeninos de Silves, com o tema “Do ecrã para o Carnaval”
NOTA: Tendo em conta que as condições climatéricas poderão condicionar a realização dos desfiles de carnaval do AES, podem ser consideradas duas opções:
- a) O desfile decorre normalmente como previsto em S Marcos da Serra, Messines e Silves;
- b) Em caso de precipitação o desfile organiza-se no interior de cada estabelecimento escolar, com exceção para a EB Nº1 Silves e nº2/JI Enxerim que se realiza no Auditório da ESS com possibilidade dos pais / EE poderem estar presentes.
Carnaval de Messines
Nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro irá decorrer mais uma edição do Carnaval de Messines, no Parque de Feiras e Exposições de Messines
Este é um evento organizado pela Associação Grupo Amigos de Messines, em co-parceria com o Município de Silves e a Freguesia de Messines, com a parceria da Casa do Povo de Messines e da Escola de Dança STAM, e o apoio do comércio e entidades locais.
PROGRAMA
Parque de Feiras e Exposições de Messines
Entrada: 2,5€
13 de fevereiro | 10h30 – Desfile Escolar “Circo das Emoções”
15 de fevereiro | 15h00 – Desfile de Carnaval
16 de fevereiro | 21h00 – Desfile de Carnaval Noturno
17 de fevereiro | 15h00 – Desfile de Carnaval
17 de fevereiro | 21h30 – Enterro do Entrudo (partida da Capela do Mito’s Caffé)
Carnaval Trapalhão em Armação de Pêra
Em 2026, o Carnaval Trapalhão de Armação de Pêra assume tema livre.
Organizado pela Junta de Freguesia de Armação de Pêra e várias associações, com o apoio da Câmara Municipal de Silves e comércio local, o Carnaval de Armação de Pêra irá decorrer nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. O desfile tem início no Mini-Golf e termina na Lota. A entrada é livre.
13 Fev – 10H- Desfile Infantil (Foi CANCELADO)
15 Fev – 15h Desfile / 17h Arraial com DJ G3
16 Fev – 22h Baile de Carnaval com Paulo & Sónia (CF Armacenenses)
17 Fev – 15h Desfile / 17h Arraial com Duo Rui & Miguel / 19h30 Enterro do Entrudo











É com alguma incontida nostalgia que recordo, dos meus tempos de menino, as noites de festa que, nos já longínquos anos quarenta, tinham lugar, na anterior e saudosa sede da Sociedade de Instrução e Recreio Messinense, então sediada no primeiro andar do prédio de gaveto entre as Ruas João de Deus e Sacadura Cabral.
Era da praxe, religiosamente repetida, ano após ano, a ocorrência de bailes, um, na noite da Passagem do Ano e dois outros, igualmente à noite, no Domingo Gordo e na Terça Feira de Carnaval.
Numa terra onde quase nada acontecia e onde os pretextos lúdicos eram quase nulos, àparte o cinema – então no seu período de ouro –, os bailes na “Sociedade” eram sempre um acontecimento ansiosamente esperado.
Tudo era preparado ao pormenor pelo mestre Zé Clara – meu vizinho sapateiro, profissão que acumulava, à noite, com a função de contínuo da “sociedade” –, que se encarregava de que tudo fosse tratado ao pormenor, com as decorações a condizer com a quadra respectiva, criando um ambiente feérico para ajudar ao clima de festa.
Nessas raras ocasiões de diversão, os jovens mais maduros não perdiam a oportunidade para, através duma maior proximidade, propiciada pela dança, poder interagir, de um modo mais chegado, com as moças da terra, do que resultava, nalgumas situações, o início de um princípio de namorico e, muitas vezes, de uma união para a vida … sim, de uma união para a vida.
Eu próprio bebi dessa cultura com os cinquenta e seis anos que já levo, ao lado da minha companheira de vida, com quem tenho afrontado os bons e os menos bons momentos da existência.
A enorme sala da colectividade era o palco principal onde a festa teria lugar.
Todo o equipamento mais leve era retirado, dentre o qual o velhinho e enorme móvel do rádio e a vetusta estante, onde repousavam vários livros para leitura dos sócios, apenas ficando os dois grandes bilhares, que eram arrumados a um dos lados da sala, assim como a grande mesa, onde, ao longo do ano, era possível ler publicações como “O Século”, o “Diário de Notícias”, a “Gazeta do Sul”, o “República”, além de jornais de sátira social política e humorística, como “Os Ridículos”, o “Sempre Fixe” e “O Cara Alegre”.
Dada a extensão da sala, mesmo assim, sobrava um vasto espaço, onde os pares poderiam rodopiar e desenhar os seus passes de dança.
Do lado esquerdo, junto aos bilhares, era colocada a plataforma sobre a qual actuaria a orquestra, geralmente, com sete ou oito elementos.
A completar o cenário, eram colocadas duas filas de cadeiras, ao longo dos três lados da sala, frente à plataforma da orquestra, sendo que a fila de trás era destinada às mães e a da frente às jovens, de modo a acederem aos convites pelos jovens para dançar.
Vivia-se ainda um tempo em que as filhas casadoiras não andavam, permita-se-me a expressão, “à rédea solta” e em que a sua ligação à família era ainda uma realidade,
As chamadas danças de salão eram, então, as mais apreciadas, de que se destacavam a valsa, o tango, o pasodoble, o bolero, a rumba, o cha-cha-cha e o foxtrote.
Enquanto as danças decorriam, as serpentinas de todas as cores riscavam o ar e os “confetti” cobriam os pares, nas suas evoluções.
Nós, os mais novatos, ensaiávamos os primeiros passos e dança, atrás dos bilhares, com as nossas namoradinhas.
Nestas singelas pinceladas, procuro descrever, ao correr da pena e de um modo muito breve, um tempo muito, muito diferente do actual, em que, como eu costumo dizer, as pessoas era mais felizes, com menos …