Os cerca de 7.700 habitantes do concelho de Silves que não dispõem de médico de família serão o objetivo da criação da unidade de saúde familiar com gestão privada, anunciada recentemente.
O anúncio foi tornado público pelo administrador da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, Tiago Botelho que afirmou que Lagos, onde existem 13.900 pessoas sem médico de família, e Silves, com 7.700, seriam os primeiros concelhos onde seria aberto o concurso para duas Unidades de Saúde Familiar (USF) – modelo C no Algarve.
Estas novas unidades, que funcionarão como centros de saúde com gestão privada, em que os privados ou o sector social ficam responsáveis pelo pessoal, pelas infraestruturas e pela gestão, pretende, a nível do Algarve, responder às necessidades de cerca de 90 mil pessoas sem médico de família.
Nestas declarações, feitas no início de dezembro de 2025, o administrador da ULS Algarve adiantava que esperava que os concursos para Silves e Lagos fossem lançados antes do final do ano e que já haveria interessados em concorrer. Entretanto, foi hoje anunciado (16 de janeiro) que os concursos já se encontram abertos.
A concretizar-se essas intenções, estas seriam as primeiras unidades de saúde deste género a ser criadas em todo o país. Efetivamente, o Governo aprovou, em setembro de 2024, o decreto-lei que prevê a criação dos centros de saúde geridos pelos sectores privado e social e que possibilitava a criação de 20 unidades em todo o país, afirmando que existiam interessados. Mas nenhum avançou até ao momento.
No Algarve está prevista a instalação de cinco unidades em Silves, Lagos, Albufeira, Loulé e Portimão.
Só os utentes sem médico de família atribuído é que serão inscritos nas novas Unidades de Saúde Familiar modelo C, previstas no Estatuto do Serviço Nacional de Saúde há vários anos, e as listas serão entregues pelas ULS.
Os ministérios das Finanças e da Saúde autorizaram oito unidades locais de saúde (ULS) – Algarve, Amadora-Sintra, Estuário do Tejo, Lisboa Ocidental, Oeste, Leiria, São José e Santa Maria – a suportarem os encargos com a criação destes novos centros de saúde, num montante global de cerca de 70 milhões de euros até 2030.







