As divergências e mal-estar que nos últimos tempos se sentiam na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Silves culminaram ontem à noite num episódio marcante, quando mais de quatro dezenas de bombeiros se perfilaram frente ao quartel e colocaram os capacetes no chão.
Em declarações, os bombeiros afirmaram que este foi apenas um “ato simbólico” pois irão manter-se ao serviço e continuar a assegurar o socorro no concelho e na sua área de intervenção.
Mas o seu objetivo foi o de pedir a demissão da Direção, por considerarem que a mesma reúne algumas “pessoas que vão para os cargos mas não têm preparação” e que isso tem conduzido à degradação do serviço e ao adiamento de tomada de decisões importantes. Esta situação tem levado à insatisfação dos operacionais, pelo que, só no mês de dezembro, que ainda vai a meio, “já saíram da corporação cinco operacionais profissionais.”
Os bombeiros queixam-se ainda que não têm obtido, por parte da Direção, resposta às questões que têm levantado e daí este “ato simbólico” como forma de chamar a atenção para a situação que dizem viver na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Silves.



