A empreitada de Recuperação de Coberturas e Fachadas da Sé Catedral de Silves esteve em concurso público, lançado pelo Município de Silves.
Este é um investimento de 1 milhão e 590 mil euros, que beneficia de financiamento comunitário, através de candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Silves, ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
As obras, vastas e com trabalhos complexos, incluem a substituição e correção de coberturas, conservação e restauro de cantarias, proteção de vãos com redes em caixilho, recuperação de caixilhos exteriores em madeira, remoção de vitrais para restauro posterior, rebocos exteriores e pintura final.
Estes trabalhos serão executados em conformidade com Condições Técnicas Especiais (CTE), por conservadores-restauradores e técnicos de conservação e restauro.
O concurso decorreu até ao dia 12 de setembro, e a obra tem um prazo de execução de 240 dias.
Esta obra pretende travar o estado de degradação do edifício da Sé, onde se verificam infiltrações que estão a danificar os tetos, as coberturas e o património existente. É também necessário intervir na reparação de peças metálicas artísticas, no catavento com cruz e no relógio existentes na Sé, nos aros em ferro das janelas com vitral, nas portas exteriores, no reboco de paredes, entre outros trabalhos.
Segundo o caderno de encargos da obra, a autarquia pretende conservar e reparar “ao máximo” os elementos existentes, sendo substituídos apenas aqueles que não possam ser aproveitados ou reparados.
No caso dos painéis em vitral terão de ser retirados da igreja, para serem restaurados.
A Sé de Silves, classificada como Monumento Nacional, teve algumas obras de reparação, em 2010, depois da Câmara de Silves e do padre Carlos Aquino chamarem a atenção para a degradação acentuada do edifício e do telhado. Então, uma grande parte destas obras foi financiada pela Fundação Aga Khan.
Desta vez, esta grande intervenção, considerada de emergência e não definitiva, garantiu o financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PPR), com verbas que se encontravam destinadas ao projeto da recuperação das muralhas da Almedina.
Segundo a vice-presidente da Câmara de Silves, Luísa Conduto, disse na sessão da Assembleia Municipal, houve recentemente uma reprogramação do PRR que retirou 2,2 milhões de euros que estavam previstos para a recuperação das muralhas e “desviou”, 1,2 milhões para as obras na Sé de Silves.







