Os Trabalhadores Sociais Democratas (TSD Algarve) promoveram, no dia 1 de fevereiro, nas instalações da AHETA, em Albufeira, um colóquio subordinado ao tema “Trabalho, Migrações e Qualificação Profissional: Construindo o Futuro do Turismo”.
O evento reuniu um conjunto relevante de oradores, começando com a sessão de abertura conduzida por José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira. O painel temático, moderado por Carlos Baía, vice-presidente dos TSD Algarve e vereador na Câmara Municipal de Faro, incluiu intervenções de: Hélder Martins, presidente da AHETA; Isabel Delgado, diretora de Desenvolvimento e Recursos Humanos do Zoomarine; Vasco Malta, chefe de missão da OIM em Portugal; Domingos Lopes, Presidente do IEFP; Hélder Silva, deputado ao Parlamento Europeu. Na sessão de encerramento discursaram Cristóvão Norte, presidente do PSD Algarve, e Pedro Roque, secretário-geral dos TSD.
Segundo o comunicado divulgado no final do colóquio, “este evento serviu para debater os desafios do mercado de trabalho, no Algarve e para o setor turístico em particular, o papel das migrações e a necessidade de reforçar a qualificação profissional num contexto global em constante mudança.”
Algumas das conclusões dos trabalhos foram:
- «A falta de mão de obra que o setor turístico enfrenta, e que tem sido mitigada com recurso a mão de obra migrante. Mas, ao mesmo tempo, a atração de mão de obra de outros pontos do país e de outros países encontra dificuldades na falta de habitação, que apresenta preços elevados, situação para a qual urge encontrar uma solução a nível regional;
- A importância de garantir que os trabalhadores estrangeiros tenham acesso a condições dignas e oportunidades justas, o que passa também por instituir mecanismos de controlo qualitativo e quantitativo relativamente aos migrantes que entram no nosso país, reconhecendo e valorizando as suas qualificações e competências adquiridas nos países de origem, bem como a importância dos programas de apoio à sua inserção profissional (como sejam programas de formação profissional específicos ou iniciativas de mentoria). É fundamental que esta abordagem seja integrada entre Estado, empresas e sociedade civil, para garantir uma inclusão eficaz;
- A necessidade de agilizar mecanismos de mobilidade, relativamente a países com os quais Portugal tem acordos, nomeadamente Marrocos ou Cabo Verde;
- A importância da aprendizagem contínua e da adaptação dos programas de formação às novas exigências do mercado.
- Foi evidenciado que tanto os trabalhadores nacionais como os migrantes precisam de acesso a oportunidades de requalificação para se manterem competitivos num ambiente profissional em rápida evolução.»
O colóquio abordou ainda as políticas europeias de migração e emprego, “enfatizando a necessidade de cooperação entre os Estados membros para garantir a mobilidade laboral e a proteção dos direitos dos trabalhadores”. Os participantes sublinharam a relevância de uma estratégia coordenada para responder aos desafios demográficos e económicos da União Europeia.
O evento “permitiu uma reflexão aprofundada sobre as melhores práticas para garantir a integração eficaz dos migrantes no mercado de trabalho e reforçar a qualificação profissional como motor do crescimento económico.”
Os TSD “reafirmaram o seu compromisso com políticas que promovam uma sociedade mais inclusiva, onde todos tenham acesso a oportunidades justas e dignas.”







