Abriu à população, o novo Centro de Deposição Intermédia de Resíduos (CDIR), no Algoz, que terminará de vez com a lixeira a céu aberto que existia nesta localidade há cerca de 20 anos, em terreno da União de Freguesias de Algoz e Tunes.
O novo Centro de Deposição Intermédia de Resíduos, fica situado no Lamijo, no Algoz, e irá servir todo o concelho.
O novo centro de recolha temporária de monos e outros detritos já estava a ser preparado pela Câmara Municipal de Silves há algum tempo e o incêndio ocorrido na lixeira, no passado mês de agosto, veio acelerar o processo. Como apurou o Terra Ruiva, junto da vice-presidente da Câmara de Silves, Luísa Conduto Luís, responsável pelo Pelouro de Ambiente, a limpeza da lixeira teve início no dia 23 de setembro e esse trabalho iria prolongar-se até o terreno estar completamente limpo.
O novo Centro está instalado no terreno da antiga ETAR do Algoz, propriedade da Águas do Algarve, com a qual a autarquia de Silves fez um protocolo para cedência do espaço por um período de 30 anos, renovável.
O DIR foi pensado para servir, principalmente, a população das freguesias mais próximas, de Algoz, Tunes, Alcantarilha, Pêra e Armação de Pêra, mas está aberto à população de todo o concelho de Silves.
No recinto estão instalados, por agora, 10 contentores que acolherão os monos e outros resíduos que, depois de compactados, serão transportados por viaturas da Câmara de Silves para o Aterro Sanitário do Barlavento, gerido pela Algar. À entrada do Centro estará um funcionário da Câmara Municipal, para atender o público e registar as descargas. O espaço irá também dispor de câmaras de vigilância, para evitar descargas clandestinas ou não autorizadas, já que este Centro estará aberto apenas a munícipes.
Segundo a vice-presidente Luísa Conduto Luís, há já bastante tempo que o Executivo da Câmara Municipal vinha tentando resolver o problema da existência de uma lixeira a céu aberto, no Algoz, tendo havido, nesse sentido, vários contactos com o Executivo da União de Freguesias de Algoz e Tunes. Mas tal não foi possível, por não haver acordo entre as duas entidades, quanto à forma de funcionamento do novo centro de recolha.
A referida lixeira encontrava-se junto às instalações da antiga escola C+S do Algoz, (atual Centro Cultural Luís Augusto Mascarenhas) que passou a propriedade da Junta de Freguesia do Algoz em 1997. Nas traseiras, foi instalada uma “área destinada para a deposição e retenção de resíduos, com caráter temporário”. Mas o provisório foi-se arrastando… até ganhar uma dimensão considerável que em agosto passado, teve mais visibilidade com a ocorrência de (mais) um incêndio que, apesar de circunscrito, ganhou alguma dimensão.
Num comunicado posterior a este acontecimento, a União de Freguesias de Algoz e Tunes, explica que os resíduos acumulados na lixeira eram resultado “da recolha que a freguesia faz diariamente da limpeza em torno de contentores de RSU, bem como o serviço de recolha de resíduos tido e disponibilizado à sua população” que são depositados na referida área, “esperando a recolha em volume por parte do município de Silves, que periodicamente desloca recursos para fazer essa recolha e transporte até ao aterro sanitário do Barlavento – Algar”.
Quanto às circunstâncias que causaram o incêndio, a União de Freguesias justificou que “Agosto é um mês de enorme pressão, mais resíduos são produzidos e/ou descartados, o sistema operacional é pressionado e levado ao limite, não havendo a desejada recolha atempada”.
Acrescentava o comunicado da União de Freguesias de Algoz e Tunes que “esta solução precária, foi sempre por nós executivo tratada como urgente e diligenciamos em vários momentos para a necessidade de se mudar de rumo, ao longo dos anos”.
O que agora aconteceu, e com regras definidas de utilização e funcionamento, para pôr fim a situações como as referidas pela vice-presidente da Câmara de Silves, Luísa Conduto Luís, que, na sessão da Assembleia Municipal, no dia 30 de setembro, afirmou que “grande parte dos resíduos” depositados na lixeira do Algoz “não são do nosso concelho”, o que acontecia devido à uma alegada dificuldade de controle por parte da União de Freguesias de Algoz e Tunes. E quanto aos incêndios que ali se verificaram, a vice-presidente mostrou-se convencida que os mesmos representam “crimes”, pois que “os incêndios não surgem do nada”.
O CDIR já está aberto, desde do final de setembro, e está “apto para receber monos, grandes quantidades de lixo reciclável e todo o tipo de resíduos de obra, madeiras, pneus, equipamentos elétricos, móveis, resíduos verdes de limpeza de jardins, têxteis, etc.
Numa fase posterior e num curto espaço de tempo, será também possível depositar neste local os óleos alimentares e minerais, lâmpadas, pilhas e acumuladores.
Todos estes resíduos, depois de depositados neste CDIR, são devidamente encaminhados pelo município para tratamento e destino final, contribuindo para aumentar os níveis de reciclagem e de salubridade dos espaços públicos”, informa a Câmara Municipal.
O CDIR está aberto de segunda a sexta- feira das 8h às 16h; e ao sábado, das 8h às 13h. Encerra aos domingos e feriados. O contacto telefónico (que deve ser usado previamente à deslocação) é o 282 440 861.









