A Direção-Geral da Saúde (DGS) pediu o reforço das medidas de prevenção e controle da Covid-19, devido ao número crescente de casos e de óbitos.
Segundo a DGS, as últimas semanas têm sido marcadas por uma “tendência crescente” do número de casos e número de óbitos, sendo que a região com maior taxa de mortalidade é o Algarve.
Este aumento dos casos estará relacionado com o aumento da prevalência de uma descendente de uma variante, a “variante JN.1, a sub-linhagem KP3” que foi detetada na maioria das amostras e que é uma variante que está em observação pelas autoridades de saúde.
Para já é considerado “improvável” que estas novas variantes possam vir a aumentar a gravidade da doença na população em geral, mas pessoas mais velhas e/ou com outros problemas de saúde podem vir a desenvolver sintomas graves.
Regista-se que 70% dos óbitos declarados se verificaram em indivíduos com 80 e mais anos. Afirma a DGS que cerca de 44% dos doentes que morreram não tinham registo de vacinação sazonal na última época, e entre os oito óbitos de pessoas com menos de 60 anos, seis não tinham registo de vacinação sazonal na última época apesar de terem indicação para isso.
“A mortalidade específica por covid-19 correspondeu a 15 óbitos a 14 dias por milhão de habitantes, tendo ultrapassado os valores máximos obtidos nos últimos inverno e verão, respetivamente 10 e 13 óbitos a 14 dias por milhão de habitantes”, informa a DGS.
No que se refere ao aumento do número de casos, a DGS especifica que a 30 de junho se registavam “26 casos a sete dias por 100.000 habitantes, valor que superou o pico registado no inverno (12 casos a sete dias por 100.000 habitantes), mas inferior ao pico de incidência do último verão (42 casos).”
“Observa-se, igualmente, uma tendência crescente da proporção de episódios de urgência por covid-19 em todas as regiões e grupos etários, sendo o crescimento mais evidente nos grupos etários mais velhos”, adianta a DGS.
Nesse sentido, a autoridade de saúde recomenda o reforço das medidas de prevenção já bem conhecidas de todos. Quem tiver sintomas de infeção respiratória (tosse, febre, dor de cabeça, dificuldade respiratória) deve usar máscara, manter distanciamento físico e evitar ambientes fechados ou aglomerados. Deve também manter a etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar: tapar o nariz e a boca com um lenço de papel ou com o braço e, posteriormente, deitar o lenço no lixo e lavar as mãos, ou usar solução alcoólica com pelo menos 60% álcool.
Lavar e/ou desinfetar as mãos frequentemente, manter os espaços ventilados, preferencialmente através de ventilação natural, procedendo à abertura de portas e/ou janelas e ligar SNS 24 – 808242424, em caso de persistência dos sintomas, são outras recomendações da Direção-Geral da Saúde.








