O deputado do PCP na Assembleia da República, João Dias, esteve na localidade de Messines de Baixo, na freguesia de São Bartolomeu de Messines, para um encontro com a população.
Esta foi a forma encontrada para chamar a atenção para a supressão de carreiras e paragens de autocarros que, neste caso em concreto, deixa a população de Messines de Baixo sem transporte, a meio do dia, para a vila de Messines.
Este é um dos exemplos do que se tem passado no Algarve pelo que o PCP organizou um conjunto de iniciativas para denunciar estas situações, e sublinhar o “direito ao transporte no Algarve”, uma região “marcada pela ausência de oferta de transportes públicos e de uma verdadeira rede que sirva a região”.

Para o PCP, é importante “promover a substituição do transporte individual pelo transporte público” e assegurar o “direito à mobilidade”. Mas, “por toda a região existem dezenas de carreiras que foram suprimidas. Há localidades que estão sem qualquer tipo de transporte público, agravando o seu isolamento. A situação está a agravar-se com muitas famílias, sobretudo trabalhadores a não conseguirem suportar o aumento do preço dos combustíveis e por outro lado, sem possibilidade de recorrer à oferta de transporte público porque ele não existe.”
Além de se deslocar a Messines de Baixo, o deputado João Dias esteve igualmente em Albufeira, numa ação de contacto com motoristas rodoviários de passageiros junto ao terminal da EVA, seguiu para uma ação de contacto com as populações que também deixaram de ser servidas pelo transporte público durante o dia e foi a Olhão, junto à estação ferroviária, para contactos com utentes dos comboios. A jornada terminou em Faro, numa tribuna pública.
Na sua intervenção, João Dias destacou que o Algarve, “no plano rodoviário, está refém de um grupo económico privado que impõe as suas regras em função dos seus lucros ao invés da mobilidade da população. A actual oferta tem grandes insuficiências de cobertura e horários. Na ferrovia, há enormes atrasos na concretização da eletrificação e modernização da linha do Algarve e na modernização dos comboios. Não há articulação com outros transportes públicos.”
“É preciso defender o direito à mobilidade e promover a substituição do transporte individual pelo transporte coletivo. É preciso investir no alargamento da oferta de transportes públicos e melhoria da sua qualidade, assim como no objetivo progressivo da sua gratuitidade” – defendeu o deputado do PCP.







