O Agrupamento de Escolas de Silves encontra-se na lista das 10 escolas do país com mais falta de professores, no dia em que arranca o ano letivo 2022/2023.
A falta de professores é particularmente sentida em duas regiões, ao redor de Lisboa e no Algarve. O jornal “Público” revela, na sua edição de hoje, a lista das escolas que têm mais horários em contratação, afirmando que a lista é liderada pelo Agrupamento de Escolas de Silves, que soma 155 horas por preencher. Acrescenta o jornal que este agrupamento tem sido um dos que mais dificuldades tem tido para completar o quadro de docentes, tendo colocado em contratação de escola mais de mil horas letivas ao longo de todo o ano de 2021/2022.
As restantes escolas desta lista pertencem ao distrito de Lisboa ( com 43,6% das vagas disponíveis); Setúbal (14,9% de vagas disponíveis); e Faro (9% de vagas disponíveis).
O “Público” cita dados da plataforma SISIGRHE (Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação) do Ministério da Educação, onde são agregadas as ofertas de contratação de escola, e que mostrava que na altura de começar as aulas ainda havia 676 vagas disponíveis para professores, o que corresponde a 9.654 horas letivas por preencher nas escolas públicas.
Na prática, isto significa que dezenas de milhares de alunos não têm professor a pelo menos uma disciplina no dia em que começam as aulas.
Esta situação tem sido falada e antecipada pelo Ministério da Educação que este ano tomou uma série de medidas para facilitar a contratação de docentes, como a possibilidade dos diretores recorrerem mais rapidamente à contratação de escola, a renovação dos contratos anuais em horários completos, a acumulação de horários, ou a atribuição de determinadas tarefas, sempre que possível, a não docentes. Outra novidade é a possibilidade das escolas completarem os horários quando não haja candidatos, tornando-os mais atrativos, e a revisão das habilitações próprias, com novos requisitos que passaram a incluir os cursos pós-Bolonha, permitindo que docentes não profissionalizados possam ser contratados pelas escolas desde que tenham uma formação mínima na área da respetiva disciplina.
Estas medidas têm sido bem aceites pelos diretores das escolas, embora haja dúvidas se serão suficientes tendo em conta que este ano se prevê a aposentação de cerca de dois mil docentes e um aumento de baixas médicas.







