A situação de alerta devido à pandemia de Covid-19 foi prolongada até ao dia 22 de abril, segundo anunciado ontem pelo Governo. No que se refere às medidas em vigor nesta fase, elas mantém-se inalteradas, ou seja, continua a ser obrigatório o uso de máscara em espaços interiores públicos, serviços de saúde e transportes. Continua a ser exigida a apresentação de teste negativo nas visitas a lares e estabelecimentos de saúde, para pessoas que não tenham a dose de reforço da vacina contra a Covid-19.
Entretanto, a diretora-geral, Graça Freitas alertou para que a pandemia estará ativa até o seu fim ser decretado pela Organização Mundial da Saúde, salientando que ainda não estão reunidos todos os critérios para que o vírus SARS-CoV-2 possa ser considerado endémico. Por um lado, ainda se verifica alguma instabilidade, com o aparecimento de novas variantes e, por outro, o vírus ainda não é completamente previsível. Para além disso, continua a circular sem um caráter de sazonalidade exclusivo.
Quanto à meta para o levantamento das restrições de combate à pandemia em Portugal, Graça Freitas esclareceu que há indicadores que devem sempre ser tidos em conta e, se necessário, reavaliados, como a transmissibilidade, incidência, prevalência e impacto da COVID-19 nos serviços.
Numa altura em que a curva da pandemia é descendente, a diretora-geral da Saúde elencou também algumas medidas que contribuíram para este sucesso, designadamente a grande cobertura vacinal.
Nas suas declarações, Graça Freitas chamou a atenção para os números, sendo que na última semana foram reportados cerca de 60 mil casos, o que é ainda muito elevado. Esta responsável mostrou também preocupação com a transmissibilidade da COVID-19, também “ainda elevada” e com a mortalidade que se encontra nos 28,6 óbitos a 14 dias por milhão de habitantes, um valor que continua muito acima do patamar de 20 óbitos a 14 dias por milhão de habitantes definido pelo Centro Europeu de Controle de Doenças.
Por estes motivos, a DGS alerta para que, no período da Páscoa, se continue a evitar convívios alargados e que se use a máscara nos mesmos, sobretudo quando há contacto com pessoas mais vulneráveis e idosas. A DGS recomenda ainda a realização de testes antes da participação em festas familiares.


