Em Armação de Pêra já começou a obra da requalificação urbana da baixa. São mais de três milhões que a Câmara de Silves vai investir num projeto cujo objetivo principal é o de evitar as inundações na baixa da Vila.
Esta será a maior empreitada alguma vez realizada pela autarquia silvense, mas não termina aqui. A segunda fase já se anuncia.
O Município de Silves iniciou, em outubro do ano transato, as grandes obras de requalificação urbana da baixa de Armação de Pêra que corresponde numa primeira fase à substituição de troço, alargamento e renaturalização do canal de descarga de águas pluviais para a Ribeira de Alcantarilha e a construção de Estação Elevatória de Águas Pluviais e também de uma Estação Elevatória de Águas Residuais (EEAR), no leito da ribeira, com as respetivas infraestruturas associadas.
A empreitada no valor de 3,3 milhões de euros – a maior, alguma vez, realizada pela autarquia silvense – com um prazo previsto de execução de 15 meses, contempla a construção de conduta elevatória de esgotos até à EEAR da empresa Águas do Algarve e outros trabalhos associados na Avenida do Rio e por debaixo de edificações existentes, configurando uma obra de construção civil de elevada complexidade técnica.
A 2.ª fase da empreitada – com projeto técnico concluído, mas ainda sujeito a alterações finais e obra por lançar a concurso público -, envolve a remodelação integral das redes de abastecimento de água e saneamento e a drenagem das águas pluviais nas ruas da baixa de Armação de Pêra, incluindo a reabilitação da EEAR existente, para além da requalificação de arruamentos.
Estima-se que esta fase da empreitada ultrapasse os 2 milhões de euros. As ruas intervencionadas são, designadamente, a Rua Bartolomeu Dias, Rua Dr. Manuel de Arriaga, Rua do Alentejo, Rua dos Pescadores e Rua das Redes.
O projeto refere que as limitações do sistema de drenagem na zona antiga da Vila de Armação de Pêra resultam, fundamentalmente, da insuficiência de capacidade hidráulica dos coletores, de falta de dispositivos de captação de escoamento superficial, da falta de capacidade de autolimpeza e consequente assoreamento dos coletores localizados na zona baixa da Vila e, também da ausência de rede de drenagem em zonas críticas. O sistema de drenagem da zona baixa está também sujeito ao efeito de maré, verificando-se, em situação de preia-mar, a entrada de águas provenientes da ribeira de Alcantarilha na rede de coletores na zona urbana, o que contribui para a redução da capacidade hidráulica.
É objetivo central do projeto resolver um problema estrutural de longa data, aplicando soluções para a redução das inundações na parte antiga da Vila de Armação de Pêra – encaminhando as águas pluviais através de grandes coletores para o canal de descarga em direção à Ribeira de Alcantarilha. As obras visam também ultrapassar o estrangulamento das redes de abastecimento de água (maioritariamente em fibrocimento) e saneamento (substituição das condutas e reabilitação da EEAR existente), que se apresentam obsoletas e subdimensionadas.








