Portugal vai entrar em “situação de calamidade” a partir da próxima quarta-feira, dia 1 de dezembro, com a adoção de novas medidas para tentar travar o avanço crescente dos novos casos de Covid-19, numa altura em que também sobem os números dos doentes hospitalizados.
As novas medidas foram ontem anunciadas pelo primeiro-ministro António Costa e já eram esperadas, na sequência da reunião realizada na semana passada no Infarmed, que juntou diversos especialistas.
De uma forma sucinta, as medidas são as seguintes:
– Recomendações gerais:
Testagem regular – sempre que possível fazer autotestes, por exemplo antes dos ajuntamentos;
-Teletrabalho recomendável
-Utilização de máscara passa a ser obrigatória em espaços fechados e todos os recintos não excecionados pela DGS
– Volta a ser obrigatório apresentar certificado digital para entrar em: Restaurantes /Estabelecimentos turísticos e alojamento local / Eventos com lugares marcados/ Ginásios.
– É obrigatório, mesmo para quem esteja vacinado, apresentar teste negativo para: Visitar lares /Visitar pacientes internados em estabelecimentos de saúde /Frequentar grandes eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e recintos desportivos /Para entrada em discotecas e bares.
-Testes negativos obrigatórios para todos os voos que cheguem a Portugal
Semana de contenção de contactos
António Costa anunciou ainda medidas destinadas especificamente para a semana de 2 a 9 de janeiro, e explicou que se pretende evitar “a trágica experiência de janeiro do ano passado”, após as festas de Natal e Ano Novo, em que existem muitos contactos com pessoas de outros agregados familiares.
-Assim, durante esse período o teletrabalho vai ser obrigatório sempre que as funções o permitam;
– O recomeço das aulas ocorrerá apenas a 10 de janeiro — para compensar o atraso da retoma do ano letivo, os alunos vão gozar de menos dois dias de férias no Carnaval e menos três na Páscoa; (estas medidas aplicam-se a todos os graus de ensino e às atividades dos ATL e outras atividades congéneres, mas não às universidades, que têm um calendário próprio.
-As discotecas vão estar encerradas neste período.
– As creches vão estar encerradas durante este período.
O primeiro-ministro falou dos apoios que possam ser dados aos pais durante a interrupção das aulas, “algo que está a ser avaliado pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social”.
Todas as medidas anunciadas vão entrar em vigor no dia 1 de dezembro – à excepção da “semana de contenção” de contactos.


